Números menores nas emergências

Números menores nas emergências
 
Em apenas um ano, o número de atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito em quatro grandes hospitais da cidade do Rio foi reduzido em  13%, quase dois mil atendimentos a menos nessas unidades, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. No Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado próximo à movimentada Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, a redução foi de 32%. Em 2009, foram 3,8 mil atendimentos. Em 2010, foram 2.683.
As ações da Operação Lei Seca são planejadas de acordo com os índices de acidentes. Segundo o major Marco Andrade, coordenador da Operação, só na Avenida das Américas são realizadas de 5 a 6 operações por semana, já que esta é uma das vias onde mais acontecia acidentes, .
– Continuamos trabalhando com o fator surpresa, na medida em que a cada dia a blitz é instalada em um ponto da via. Porém, o cidadão já sabe que a Lei Seca estará lá, é permanente, e isso gera uma mudança de hábito, de cultura. O comportamento das pessoas mudou – disse o major Marco Andrade.
A eficiência da operação é sentida pelos moradores. Um dos diretores da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, Roberto Silva, de 73 anos, lembra do tempo em que os acidentes eram constantes.
– Tínhamos muitos casos de acidente aqui na Barra. A Avenida das Américas era considerada a avenida da morte e hoje não é mais – comemorou.
A queda de atendimento a acidentados no trânsito também foi grande no Hospital Municipal Souza Aguiar, na Zona Sul do Rio. Na região, também eram comuns acidentes envolvendo jovens alcoolizados.
– Escutamos a opinião de médicos que estão trabalhando no dia a dia desses hospitais e percebemos que a Lei Seca está fazendo a diferença e que está funcionando. Vemos, por meio desses números, que estamos cumprindo o nosso papel: salvar vidas – afirmou o major Marco Andrade, coordenador da Operação Lei Seca.
Também houve redução de atendimento a vítimas de trânsito no Hospital Souza Aguiar, no Centro. Em 2009, foram 5.618 atendimentos e, em 2010, foram 5.302. A redução também foi significativa no Hospital Salgado Filho, no Méier, onde foram atendidas 240 vítimas a menos, no ano passado.

Fonte: Governo do Rio

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