Paes entrega reservatório de águas pluviais da nova Praça Varnhagen

O novo reservatório de águas pluviais com capacidade de armazenar 43 milhões de litros integra o Programa de Controle de Enchentes da Grande Tijuca, elaborado para minimizar os problemas causados pelas históricas inundações da região
 
 

 Fotos: Paula Johas

 

O prefeito Eduardo Paes entregou, no domingo (12/06), mais um legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para a cidade.  Este é o quinto “piscinão” — como são popularmente conhecidos — construído no subsolo do bairro, que já contava com três reservatórios na Praça Niterói e outro na Praça da Bandeira, ampliando a capacidade de armazenamento para 129 milhões de litros de água.

 

— É mais uma obra com inspiração olímpica que a prefeitura entrega com muito capricho, haja vista a praça totalmente reurbanizada, trazendo qualidade de vida à população. Falta apenas o desvio do Rio Joana para finalizar essa intervenção complexa que demanda esforço e tempo — disse Paes, que visitou o reservatório no subsolo da praça.

 

 

O piscinão da Varnhagen foi construído numa área de 3.502 metros quadrados. Sua estrutura é composta de um conjunto de bombas, responsáveis por manter o controle de fluxo de entrada e saída de água do canal, sala de controle operacional e painel de controle. O novo reservatório vai operar em sintonia com os outros quatro construídos na região. O localizado na Praça da Bandeira opera com capacidade de 18 milhões de litros, e os três da Praça Niterói, recebem, juntos, 58 milhões de litros.

 

— Esse reservatório comporta até 43 milhões de litros de água procedentes do Rio Maracanã, que podem ser armazenados contribuindo para evitar o alagamento. Toda a água que passa pela rede de águas pluviais do entorno da praça seguirá para o reservatório e, conforme a capacidade da rede de drenagem, os volumes serão liberados aos poucos. A obra é uma estrutura de 24 metros de profundidade, o que equivale a um prédio de oito andares — explicou o secretário municipal de Saneamento e Recursos Hídricos, Pierre Batista.

 

 

A entrega do reservatório marcou a inauguração da nova Praça Varnhagen, um dos principais pontos de encontro e polo gastronômico da Tijuca, conhecido como Baixo TIjuca. Totalmente reurbanizado, o espaço ganhou uma nova área de lazer, com aparelhos de ginástica, brinquedos infantis, mesas de jogos, quiosque, pista de patinação e jardins. O local é conhecido por intensa circulação noturna, especialmente nos fins de semana, devido à quantidade de lojas e restaurantes localizados no entorno da praça. Em breve, uma Academia da Terceira Idade será instalada no local.

 

  

 

Além dos reservatórios, também integra o Programa de Controle de Enchentes da Grande Tijuca o desvio de parte do curso do Rio Joana para a Baía de Guanabara. Esta obra está em andamento e tem previsão de conclusão no segundo semestre deste ano. O novo trajeto do rio é considerado o maior túnel de drenagem do Brasil — exclusivo para a passagem de água de chuva — em uma área densamente povoada e urbanizada de uma metrópole brasileira, com 3.412 metros, dos quais 2.400 são túneis e 1.012 galeria.

 

 

Os “piscinões” servirão para reservar a água da chuva de eventos intensos, acumulando os volumes e amortecendo os picos das vazões (volume/tempo), evitando transbordamento de rios e enchentes. A água será liberada de forma controlada para rede de drenagem e cursos d’água, retardando a ida dos volumes para a parte baixa e impedindo os alagamentos. O reservatório da Praça da Bandeira tem a função de captar as águas da drenagem local, diferente dos demais que são para conter as águas dos rios Trapicheiros (Rua Heitor Beltrão), Joana (Praça Niterói) e Maracanã (na Praça Varnhagen.

 

 

O Programa de Controle de Enchentes da Grande Tijuca é uma ação ambiental que está reduzindo os riscos das históricas inundações na região, uma reivindicação de décadas dos moradores da Tijuca e dos bairros adjacentes. A construção dos reservatórios foi a solução técnica encontrada pela prefeitura para receber a água das chuvas, servindo para amortecer os grandes volumes em momentos de pico, principalmente no período mais chuvoso, durante o verão. A água é armazenada e liberada de forma controlada, evitando enchentes e alagamentos.

 

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