Papa decidiu renunciar após ler relatório sobre “Vatileaks”

Os membros, cardeais espanhol Julián Herranz, o italiano Salvatore De Giorgi, e o eslovaco Jozef Tomko, interrogaram cerca de trinta pessoas do Vaticano sobre o caso e apresentaram um amplo relatório com documentação, entrevistas e interrogatórios.
 

 

 

O papa Bento XVI decidiu renunciar ao pontificado em 17 de dezembro de 2012, após receber um novo relatório sobre o escândalo do vazamento de documentos oficiais do Vaticano, conhecido como “Vatileaks”, informou a agência Efe, na quarta-feira (13/2).

Em dezembro
Segundo um artigo da revista italiana Panorama, que será publicado nesta quinta-feira (14/2), mas teve alguns trechos divulgados na última quarta (13/2), no dia 17 de dezembro passado, Bento XVI recebeu os três cardeais que nomeou para investigar o vazamento de seus documentos pessoais e do Vaticano, que acabaram publicados em um livro do jornalista Gianluigi Luzzi e que levaram à prisão do mordomo Paolo Gabriele.

 
 
 
 
 
A publicação do grupo Mondadori, propriedade da família Berlusconi, afirma que esse relatório revelou uma grande “resistência na Cúria à mudança e muitos obstáculos às ações pedidas pelo papa para promover a transparência”.
 
 
 
O Papa ficou “muito impressionado” e só teve forças para contar sobre o conteúdo ao seu irmão, Georg. “Admitiu, talvez pela primeira vez, ter descoberto uma face da Cúria vaticana que jamais tinha imaginado. Antes do Natal começou a pensar seriamente em sua renúncia”, afirmou a Panorama.
 
 
Portal Imprensa

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