Plano para encerrar o aterro de Gramacho

Intenção é integrar soluções para a recuperação socioambiental da região
 
Intenção é integrar soluções para a recuperação socioambiental da região
Com o objetivo de traçar as diretrizes de um plano de ações para encerrar um dos maiores passivos do Rio de Janeiro, o aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, a Secretaria do Ambiente realizou nesta segunda-feira (14/2) a segunda reunião com a comissão multidisciplinar. O plano de ação tem como objetivo estabelecer um diagnóstico, elaborar um plano estratégico e propor uma estrutura que integre soluções para a recuperação socioambiental e de infraestrutura da região, bem como de trabalho e renda para os catadores. O secretário do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, participaram da reunião.
 
Para extinguir o aterro controlado, que já está com sua capacidade esgotada, combater os lixões clandestinos e, ao mesmo tempo, reorganizar social, ambiental e economicamente o bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, a Secretaria do Ambiente convocou uma espécie de “força tarefa”. Para isso, foi instituída, em outubro do ano passado, uma comissão multidisciplinar, que reúne representantes de todos os segmentos envolvidos direta ou indiretamente com a atividade, além dos afetados pela erradicação de Gramacho, como catadores, donos de galpões, de pequenos negócios no entorno do aterro, por exemplo.
 
Entre as instituições, participam secretarias estaduais e municipal de Duque de Caxias, como Assistência Social e Direitos Humanos, de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Cultura; a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Infraero, Comlurb, entre outros organismos.
O levantamento da situação socioeconômica da região está sendo feito pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), uma organização não governamental, que incluiu, entre outros dados, a contagem de domicílios e o mapeamento da situação social, da prestação de serviços e a disponibilidade de equipamentos públicos. O primeiro passo é quantificar quantas pessoas sobrevivem da catação de materiais recicláveis em Gramacho, de onde vieram, há quanto tempo e o que pretendem fazer com o fechamento do aterro sanitário e, principalmente, garantir sua sustentabilidade.
 
Em funcionamento há 30 anos, tendo passado quase a metade em condições de lixão, o Aterro Metropolitano de Gramacho recebe mais de 8 mil toneladas de resíduos sólidos por dia.

Fonte: Secretaria do Ambiente

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