PLANTÃO BARRA: CEDAE assina contrato para despoluição do complexo lagunar da Barra

Dr. Carlos Fernando de Carvalho, da Carvalho Hosken, e Delair Drumbrosck , do CCBT, representaram a região no ato de assinatura
 

Por Graça Paes, RJ

 

Delair Drumbrosck, Wagner Victer e Carlos Fernando de Carvalho na sede da CEDAE

 

Na tarde de quarta-feira, dia 20 de fevereiro, a CEDAE assinou, em sua sede no centro do Rio, o contrato referente ao projeto orçado em R$75 milhões, visando atingir a marca de 100% de esgoto tratado na Barra da Tijuca, até 2016. Atualmente a região tem uma cobertura de 85%.  O novo projeto, além da Barra, vai atender a região de Jacarepaguá ainda não conectada no sistema formal da companhia. Os novos empreendimentos imobiliários projetados para a região e os que já se encontram  em construção no bairro, assim como, as futuras instalações relacionadas aos Jogos Olímpicos de 2016 também serão abrangidos. As intervenções, que fazem parte do compromisso olímpico, começam em 30 dias e devem terminar até o primeiro semestre de 2016.

  

 

Os recursos, que totalizam  R$ 75 milhões, são do governo do estado e provenientes do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano – Fecam. No contrato consta a construção de tronco coletor na Avenida Abelardo Bueno e duas elevatórias. A Olímpica que terá capacidade de bombear 1.100 litros de esgotos por segundo, e a Ollof Palme outros 450 litros. Estas intervenções serão responsáveis para atender o esgotamento da futura Vila Olímpica, ‘ Vila dos Atletas’, o Parque dos Atletas, no Riocentro, o Parque Aquático Maria Lenk, e os condomínios Cidade Jardim e Rio 2.

  

 

Participam do ato de assinatura o presidente da CEDAE, Wagner Victer, o secretário do Ambiente, Carlos Minc,  o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo, representando o prefeito do Rio, Eduardo Paes,  o presidente da Carvalho Hosken, Dr. Carlos Fernando de Carvalho, o presidente da Câmara Comunitária da Barra – CCBT, Delair Drumbrosck, e engenheiros da CEDAE.

 

Dr. Carlos Carvalho, da Carvalho Hosken, também assinou o contrato

 

 

Wagner Victer, presidente da CEDAE

 

Para o presidente da CEDAE, Wagner Victer, muito mais que atender o compromisso olímpico  a CEDAE dá um grande passo para a despoluição das Lagoas da Barra, um problema muito questionado na região. “É uma obra não destrutiva que vai apagar o passado e pensar no futuro da região, no seu crescimento nos próximos anos. Este é um contrato importante e, na próxima semana, ainda neste mês de fevereiro, nós assinaremos outro contrato para abranger mais uma área dessa região, que compreende Barra, Recreio e Jacarepaguá” – informou o presidente.

 

Pedro Paulo, Wagner Victer e Carlos Minc

 

O secretário Minc afirma que desde 2007  R$ 600 milhões já foram investidos na região, e que mais R$ 600 milhões estão disponíveis para fazer a dragagem da lagoa e recuperar os manguezais. Ele também afirmou que as obras começam em abril e serão concluídas em dois anos. ”Presenciar a assinatura desse contrato é um sonho de todo ambientalista. E nós vamos dragar e fornecer condições de profundidade para a prefeitura construir estações e desenvolver o transporte com barcas. A lagoa está tão assoreada, entupida que temos que dragar além de outras obras que vão até mesmo levar o esporte náutico as lagoas” – afirmou Minc.

 

 

O secretário também explicou aos presentes que até 2006, todo o esgoto da região era lançado sem tratamento nos rios e nas  lagoas. Em 2007, a Cedae colocou em operação o Emissário Submarino. Dois anos depois, a Estação de Tratamento da Barra da Tijuca começou a funcionar e, nos últimos cinco anos, 15 grandes elevatórias foram inauguradas. No total, 85% dos imóveis da orla da Barra da Tijuca já estão interligados ao sistema, 70% do Recreio e 60% de Jacarepaguá.

 

 

Já o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo, destacou que a velocidade dos investimentos da Cedae na região é fundamental para conceder infraestrutura para a realização das Olimpíadas. “É uma alegria vermos esse empenho da CEDAE, dos empresários locais e da comunidade da Barra, que tem sido decisivo para reverter à curva de poluição deste complexo lagunar “, informou  Pedro Paulo.
 

 

Wagner Victer, Carlos Minc e Dr. Carlos Fernando de Carvalho

 

O sistema lagunar despoluído e navegável

O secretário Minc sempre menciona que seu objetivo é transformar o Sistema Lagunar da Barra e de Jacarepaguá numa Cancún brasileira. Desta forma, ele define o projeto de recuperação ambiental das lagoas. Para Minc a combinação de tratamento de todo o esgoto da região e a oxigenação das águas lagunares, após as obras de dragagem e o trabalho de reflorestamento do entorno da lagoa, onde estão os berçários de peixes e de outros animais, (já em andamento em alguns pontos), vai trazer um “boom de vida” para toda a região. Com isso, será possível o uso recreativo, turístico e até de transportes náuticos. “Todo esse sistema lagunar, que hoje cheira mal, tem alga tóxica será outro. Quando terminar o saneamento, teremos água rica em oxigênio com as obras de dragagem e de extensão do Quebra-Mar. Com a recuperação dos canais paralelos e o com reflorestamento do entorno das lagoas, teremos um boom de vida. Poderemos devolver a beleza desses espelho-d’água para a população usar para navegação, turismo, restaurantes, prática de mergulho, pesca. Teremos uma intensa atividade nas águas cristalinas das lagoas da Barra da Tijuca, assim como acontece em Cancún”, ele afirma.

 

Confira mais fotos do ato de assinatura do contrato de despoluição do complexo lagunar da Barra

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Fotos Graça Paes/Portal Aib News

 

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