Prefeitura apresenta conclusão dos estudos sobre o acidente da Ciclovia Tim Maia

Para reconstrução do trecho atingido, será necessário um reforço estrutural da plataforma com a utilização de cargas adequadas aos esforços vertical e horizontal, o fortalecimento dos pilares, e a ancoragem da estrutura na rocha para ondas com recorrência de 100 anos
 

Na segunda-feira, dia 13 de junho, o prefeito do Rio, Eduardo Paes apresentou a solução de reconstrução da Ciclovia Tim Maia, que teve parte de sua estrutura destruída no trecho conhecido como Gruta da Imprensa, na Avenida Niemeyer, durante uma ressaca no dia 21 de abril.  

 

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A Prefeitura do Rio contratou perícia independente formada pela Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para investigar as causas do incidente e apontar soluções de engenharia e viabilidade da ciclovia. E, para validar a proposta, o escritório Casagrande Engenharia para Conformidade de Qualidade de Projeto (CQP). A estimativa dos técnicos é que a reconstrução do trecho atingido esteja pronto em agosto.  “É importante fazer tudo que tem que ser feito com o máximo de segurança para que o trecho entre Vidigal e São Conrado seja reaberto. Por isso, técnicos da GeoRio, da CQP e dos peritos contratados vão acompanhar de perto o trabalho de reconstrução que será feito pela mesma empresa sem custo nenhum para o município”,  disse Paes.

 

 

 

A obra de reconstrução já foi iniciada e está sendo executada pelo consórcio construtor, formado pelas empresas Contemat e Concrejato, sem ônus adicionais aos cofres municipais. Paralelamente, Coppe/UFRJ e INPH continuam com a análise da ação das ondas nos demais trechos da ciclovia. “Três novos pilares serão construídos e outros dois terão suas fundações reforçadas. A viga principal será ancorada pelos pilares dimensionados para suportar o esforço de baixo para cima provocado pelo impacto causado pelas ondas. Esse conjunto de intervenções é uma solução hiperestática que prevê maior resistência à estrutura da ciclovia”, argumentou  o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

 

 

 

A prefeitura irá seguir outra recomendação do INPH para dar mais segurança à ciclovia ao ampliar e aprimorar o monitoramento da região, por meio do Alerta Rio do Centro de Operações Rio (COR). O novo sistema contra ressacas e ondas fortes será instalado e entrará em funcionamento com câmeras de vídeo, placas informativas e de interdição, sinais luminosos de advertência, e correntes metálicos para o fechamento da via. 

 

 

 

Hoje existem duas boias de medição de altura, direção e frequência das ondas em funcionamento no litoral que fornecem dados a cada 30 minutos. Novas boias Waverider Direcional (medição de temperatura da superfície do mar, posição via GPS, registrador de dados) serão posicionadas ao longo de toda costa. Elas enviarão os registros via modem celular para o COR.

 

 

No dia 20 de maio, a prefeitura divulgou um balanço dos estudos realizados pela Coppe/UFRJ e INPH, em que as instituições apontaram falha técnica no detalhamento do projeto executivo, realizado pelo consórcio contratado por licitação. Pesquisadores concluíram que o dimensionamento da viga (tabuleiro) que colidiu não estava com peso adequado para o esforço vertical da onda naquele trecho, conhecido como Gruta da Imprensa.

 

 

 

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