Prefeitura celebra 100 dias para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

A datas e regras para participar da disputa estarão disponíveis no site do programa
 
 

 

A 100 dias dos Jogos Paralímpicos, o Rio é mais acessível do que aquele que, em outubro de 2009, ganhou o direito de receber o evento esportivo, que reunirá entre 7 e 18 de setembro atletas de 176 países em 23 modalidades. As medidas que tornaram a cidade mais inclusiva foram apresentadas nesta segunda-feira (30/05) pela Prefeitura do Rio, que lançou ainda dois programas de distribuição de ingressos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para servidores do município e alunos da rede pública. 

 

 

Entre os destaques do legado de inclusão, o secretário executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo, citou os ônibus e estações dos corredores BRT, o programa Bairro Maravilha, a nova Região Portuária, as rotas acessíveis para pontos turísticos, e os arredores de instalaçãoes olímpicas, como o Sambódromo e o Maracanã:

 

– Demos passos muito grandes no que diz respeito à acessibilidade. Na Zona Norte, por exemplo, 20% da região já conta com rampas novas e calçadas com piso tátil. Na Zona Oeste, 10% da área urbanizada também foi atendida com essas melhorias.  No total, 59 bairros receberam essa reforma urbana. São obras que precisam continuar para que o território da cidade seja beneficiado em sua totalidade, seja em prol das pessoas com deficiência ou daquelas que possuem mobilidade reduzida.

 

 

 

Lançado em setembro de 2015, o projeto Rotas Acessíveis adaptou alguns dos principais cartões postais da cidade, como Jardim Botânico, Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. Ainda serão finalizadas as obras no Corcovado, Cinelândia e Pão de Açúcar. As intervenções incluem 6 mil m² de pavimento em concreto, nivelamento de vias e calçadas, instalação de rampas e piso tátil, adequação de vagas de estacionamento e pontos de ônibus e retirada de interferências no passeio (fradinhos, bancos, etc.).

 

 

Reflexos do legado dos Jogos Paralímpicos também estão nas 2.600 ruas dos 59 bairros atendidos pelas ações de urbanização e acessibilidade do projeto Bairro Maravilha, que teve investimento de R$ 2 bilhões. A prefeitura instalou 350 rampas, 150 passagens rebaixadas em calçadas, criou rotas acessíveis e corredores de grande circulação nas proximidades das instalações olímpicas, e implantou 10 academias ao ar livre com equipamentos inclusivos em locais como Maracanã, Aterro do Flamengo e Parque Madureira.

 

 

Na revitalizada Região Portuária, as novas vias têm calçadas mais largas e rebaixadas, 442 rampas e 2.523 m² de piso podotátil. O próprio Parque Madureira é um exemplo de inclusão e acessibilidade com seus pisos e mapas táteis, sinalização adequada, rampas e passarelas acessíveis e playground infantil com brinquedos adaptados. 

 

 

 

– Queremos ser uma cidade inclusiva, que respeita as pessoas com deficiência. Por isso, além das intervenções, estamos capacitando 1.500 profissionais de transporte, saúde, turismo e ordenamento urbano para trabalharem diretamente no atendimento ao público com necessidades especiais e lançando programas de distribuição de ingressos que ofereçam essa experiência paralímpica aos nossos servidores, alunos e instituições que atendem as pessoas com deficiência – disse Pedro Paulo. 

 

 

 

A cerimônia desta segunda-feira também foi acompanhada pelo presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Joaquim Monteiro, e por integrantes da delegação paralímpica do Time Brasil, como o judoca Willians Araújo, 24 anos. Grande esperança de medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos, o atleta disse estar empolgado com a proximidade do início da competição:

 

 

 

 Estou cada dia mais preparado e ansioso para que eu possa chegar ao ponto mais alto do pódio, representando o Rio de Janeiro, que  

é a cidade onde moro. Meu maior sonho é conquistar uma medalha de ouro em casa, diante da minha torcida e dos meus familiares e amigos.

 

 

Ao final do evento, os convidados se dirigiram à entrada do Palácio da Cidade, onde foi lançada a logo da hashtag dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, onde se vê a palavra “Rio” em libras. Na lateral da peça, estão disponíveis informações em braile sobre o evento esportivo.

 

 

 

Ingressos

 

 

Lançados nesta segunda-feira, os programas Ingresso Carioca e Aluno Rio 2016 vão distribuir 50 mil ingressos para os Jogos Olímpicos e 500 mil para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Para participar do primeiro, os servidores municipais deverão enviar, por meio do Carioca Digital, fotos e vídeos com mensagens relacionadas aos Jogos Rio 2016. O material será publicado automaticamente na conta do Instagram do programa. Serão 64.524 pares de ingressos para os Jogos Paralímpicos e quase 4 mil para os Olímpicos. 

 

 

 

Aqueles que são atendidos com comprovada frequência pelos seis Centros de Referência da Pessoa com Deficiência e por instituições parceiras da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD) também ganharão um par de ingressos. Para este programa foram disponibilizados 8.500 pares de ingressos para os Jogos Paralímpicos e 500 para os Olímpicos. Já o programa Aluno Rio 2016 vai dar pares de ingressos para estudantes do 1º ao 9º anos que alcançaram conceitos MB, B e R na avaliação do 1º bimestre.

 

 

 

Instalações Olímpicas
 

Coração dos Jogos de 2016, o Parque Olímpico receberá nove modalidades paralímpicas (de um total de 23): Basquete em cadeira de rodas, Bocha, Ciclismo, Futebol de 5, Goalball, Judô, Natação, Rúgbi em cadeira de rodas e Tênis em cadeira de rodas. O acompanhamento dos critérios de acessibilidade começou na elaboração do projeto e contou com um sistema rigoroso de monitoramento, testes com protótipos e escolhas específicas de materiais. Na arquitetura das novas arenas esportivas, uma característica comum: amplos acessos em nível direto ou por meio de rampas suaves.

 

 

 

 

As áreas comuns e as instalações esportivas do Parque Olímpico incluem rotas acessíveis, com distâncias, rampas e inclinações ideais, elevadores, guias de balizamento, guarda-corpos e corrimãos adequados aos requerimentos voltados às pessoas com deficiência, além de banheiros adaptados, comunicação e sinalização tátil, espaços para cães-guia e pessoas em cadeira de rodas nas arquibancadas e assentos destinados a obesos, cegos e com mobilidade reduzida. Os assentos acessíveis foram distribuídos em vários níveis e setores para garantir conforto, segurança e autonomia. Além disso, existem áreas específicas de resgate para pessoas em cadeira de rodas nas arenas, para garantir a segurança quando as rotas de fuga incluírem escadas.

 

Os critérios de acessibilidade foram seguidos inclusive nas arenas temporárias. Um bom exemplo é a Arena do Futuro, que após os Jogos será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Os materiais utilizados na construção serão reaproveitados para a construção das escolas acessíveis, com rampas, banheiros adaptados e piso tátil.

 

No Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá quatro modalidades paralímpicas (tiro esportivo, hipismo, esgrima e futebol de 7), as instalações contam com pisos antiderrapantes, sinalização em braile, banheiros adaptados com botão de segurança e escadas com faixas de contraste visual para pessoas com baixa visão. As obras do entorno das instalações seguem os padrões dos programas Bairro Maravilha e Asfalto Liso e incluem 269,7 m² de novo asfaltamento, 53,8 mil m² de calçadas e 115 rampas de acessibilidade.

 

O Estádio Olímpico João Havelange, Riocentro, Sambódromo, Estádio de Remo da Lagoa e Maracanã são outros exemplos de instalações acessíveis. No entorno do Maracanã, 2 mil m² de passeios e calçadas passaram por requalificação na época da Copa do Mundo. Nos arredores do Engenhão, 131.840 m² de calçadas estão passando por processo de requalificação que criará 241 rampas e quatro travessias elevadas. São 32 vias com nova pavimentação de calçadas, faixas de rolamento e realinhamento de meios-fios, que serão entregues até o fim de junho.

 

– Os Jogos Paralímpicos são uma oportunidade de melhorar uma cidade. Vejo nesse evento uma oportunidade única para que os cariocas possam se envolver com o tema, o momento em que a percepção sobre as pessoas com deficiência será transformada – disse o presidente do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB), Andrew Parsons. O dirigente também comemorou o fato de que, para esta edição dos Jogos, o Brasil terá a maior delegação da história do evento, com atletas inscritos nas 23 modalidades.

 

 

 

 

Mobilidade

 

Os novos modais de transporte também foram idealizados para proporcionar conforto e segurança às pessoas com deficiência. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será inaugurado neste domingo (5/06), terá estações com rampas suaves e antiderrapantes, plataforma com piso tátil, espaço para cadeirantes e estações e veículos com painéis de mensagens e sonorização. Nos BRTs Transoeste, Transcarioca e Transolímpica, as estações têm rampas de acesso, piso tátil e catraca específica para pessoas com deficiência. Os veículos param no mesmo nível das estações, têm piso antiderrapante, sinalização sonora e visual e espaço para cadeirantes. A frota de táxis acessíveis foi ampliada e hoje conta com 92 veículos.

 

– Investimos maciçamente em modais que são 100% acessíveis. E vamos continuar expandindo essas redes de alta capacidade para que a população possa desfrutar de toda a cidade através de um sistema de transporte com itens de acessibilidade – disse o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, acrescentando que o público também poderá contar com as informações disponíveis no aplicativo Moovit, disponível para celulares com os sistemas Android e iOS:

 

 

– É uma das ferramentas que ficará de legado para a cidade. A população terá, em um único aplicativo, informações sobre todos os modais de transporte, como tempo de viagem, melhor rota. O aplicativo já está no mercado em 40 idiomas, com ferramentas que também atendem as pessoas com deficiência.

 

Para minimizar o impacto dos Jogos Paralímpicos na cidade, serão implantadas faixas exclusivas para a circulação de veículos credenciados e restrição de circulação de caminhões, assim como ocorrerá durante os Jogos Olímpicos. As chamadas Faixas Compartilhadas entram em vigor no dia 31/08. As Faixas Exclusivas começam a operar no dia 5/09 para facilitar o deslocamento da Família Olímpica e dos veículos imprensa aos locais de competição.

 

– A população está recebendo todas as informações necessárias sobre as rotas acessíveis e os transportes de alta capacidade com destino aos locais de competição. Também será oferecido transporte especial para que as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida se desloquem a estes locais com mais conforto – concluiu Picciani.

 

Com o objetivo de facilitar a vida daqueles que pretendem utilizar o transporte público para acessar os locais de competições, está disponível o Cartão de Transporte Olímpico. A iniciativa integra os modais municipais e estaduais por R$ 25 ao dia. Durante o período em que o Plano Olímpico de Mobilidade estiver em vigor, a circulação nestes modais deverá ser feita preferencialmente pelo cartão, que s será aceito nos ônibus municipais, metrô, vans credenciadas, trens, VLT e barcas, além dos teleféricos do Alemão e da Providência.

 

 

 

Cultura 

Cerca de 4.500 atletas paralímpicos estarão no Rio lutando por medalhas, mas as atrações na cidade vão muito além das competições esportivas. Um dos destaques é o Wheelchair Festival, evento universal e multicultural que utiliza a cadeira de rodas como instrumento de conexão entre diferentes culturas, artes e estilos de vida.

 

 

Em oito praças da cidade, incluindo bairros como Vila Isabel, Irajá, Santa Cruz, Tijuca, Flamengo e Lago, o projeto “Praça para Todos” vai proporcionar ao público atividades circenses, recreativas e a vivência de esportes adaptados entre 8h e 12h30, como basquete cadeira de rodas, bocha, goallball). As Hospitality Houses – casas temáticas de países como Alemanha, Suíça, México, Japão e Colômbia – também serão abertas ao público durante todo o período dos Jogos Paralímpicos, com atrações típicas e intercâmbio cultural. De 23 de agosto a 6 de setembro, o “Ciranda Cultural Inclusiva” vai envolver os teatros municipais e o UniCirco da Quinta da Boa Vista com apresentações gratuitas de dança, teatro, circo e coral, além de exposições de pinturas de artistas com deficiência. Sem falar no programa Circuito Cultural, que promoverá até setembro mais de 700 atividades culturais ao redor da cidade – 46 somente em setembro, durante o período paralímpico.

 

 

– Queremos aproveitar o evento esportivo e realizar um conjunto de ações culturais que, além de contemplarem o público com arte e lazer, trarão a questão da acessibilidade à discussão. Queremos compartilhar com os visitantes a necessidade das pessoas com deficiência de se sentirem acolhidas, à vontade em um ambiente inclusivo –  disse o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Carlos Alberto da Silva Rocha, que também falou sobre a importância para o evento dos programas Circuito Cultural e Passaporte Cultural Rio. Segundo ele, das 717 atrações espalhadas pela cidade nos meses de agosto e setembro, 43 acontecerão durante os Jogos Paralímpicos.

 

 

Também faz parte da programação o projeto “Ocupa Academia”, evento onde todas as academias ao ar livre receberão cadeirantes que encontram dificuldade em seu dia a dia para encontrar espaços como esses para a prática de atividades físicas. A ideia é fazer com que todos os públicos possam interagir e trocar experiências.

 

 

Os novos museus da cidade (Museu de Arte do Rio/MAR e Museu do Amanhã) seguem as normas internacionais de acessibilidade. No Museu do Amanhã, por exemplo, todo conteúdo interativo possui uma versão para pessoas com deficiência visual.

 

 

 
 
 

 

 

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