Produção de tecnologias médicas

Produção de tecnologias médicas
 
O Brasil é o segundo maior produtor de tecnologia médica entre os países emergentes, ficando atrás apenas da China. De acordo com levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a indústria brasileira movimentou US$ 2,6 bilhões no ano passado nesse setor. O país está à frente do México, Índia e Turquia, que ocupam do terceiro ao quinto lugar no ranking.
 
O documento divulgado pela OMS, em setembro deste ano, em Genebra, aponta maior participação de países emergentes no mercado de tecnologia médica. Juntos, os 30 países emergentes que mais produzem nesse setor responderam por 10% das vendas mundiais – o equivalente a US$ 21,5 bilhões. China, Brasil, México, Índia e Turquia movimentaram 60% desse valor. 
 
INVESTIMENTO – “No Brasil, o setor de equipamentos em saúde, desde 2003, cresce mais de 7% ao ano e com expectativa de alcançar índices ainda maiores. Se, por um lado, com o crescimento da renda no país, há maior demanda pelos serviços de saúde, por outro, o investimento do governo brasileiro para inovação e desenvolvimento industrial em saúde é cada vez maior”, afirma o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães.
 
De acordo com Guimarães, o governo brasileiro passou a enxergar a indústria de saúde como um setor estratégico e criou políticas específicas nesta área. O Complexo Industrial da Saúde é um dos eixos do Programa Mais Saúde – o PAC do setor – voltados exclusivamente ao fortalecimento da indústria nacional.
 
De 2003 até março de 2010, o país investiu mais de R$ 6 bilhões em infraestrutura, pesquisa e tecnologia no setor saúde. São recursos do governo federal, do BNDES e das agências de fomento à pesquisa.
 
Na área de equipamentos médicos, entre 2003 e 2007, foram aplicados mais de R$ 47 milhões em projetos de inovação, pesquisas e na criação de novos laboratórios para cerificação de produtos. Esses investimentos têm impacto a médio e longo prazo na ampliação do acesso da população a medicamentos, no fortalecimento da indústria nacional e na inovação tecnológica brasileira.
 
O Ministério da Saúde também buscou estreitar relações entre o Brasil e outros países na área de saúde e negócios. Entre 2007 e 2010, foram realizadas missões internacionais na Índia, Inglaterra e China. Na próxima semana, o ministro José Gomes Temporão participa, em Washington, nos EUA, de reunião das Américas sobre saúde pública e de seminário que reunirá representantes do complexo da saúde norte-americano e brasileiro.
 
Apesar da evolução, o país mantém ainda um déficit de cerca de US$ 9 bilhões da balança comercial no setor saúde – conforme dados de 2009. Além da dependência externa, a produção concentra-se em multinacionais instaladas no país.
 
Os primeiros resultados dos investimentos desenham um cenário que permite um olhar otimista em relação ao setor. De acordo com Reinaldo Guimarães, o Brasil começa a mudar seu posicionamento no mercado, passando a apostar em produtos mais competitivos tecnologicamente. “Hoje temos superávit comercial no setor odontológico, somos referência”, comenta.
 
PAÍSES DESENVOLVIDOS – O levantamento da OMS demonstra que a indústria de equipamentos médicos continua concentrada nos países desenvolvidos. Os Estados Unidos está no topo da lista com vendas no valor de US$ 91,3 bilhões em 2009, o equivalente a 40,7% do mercado. Em seguida está o Japão e a Alemanha que responderam por 10,1% e 8,1% do total das vendas em 2009, respectivamente.
 
Com vendas no valor de US$ 6,1 bilhões em 2009, a China é o único país emergente na lista dos dez maiores mercados do mundo. Ela aparece em sétimo lugar, à frente de países como Espanha e Canadá.
 
De acordo com a OMS, o mercado de tecnologias médicas cresce cerca de 6% ao ano. A venda total em 2008 é de US$ 210 bilhões – o dobro do registrado em 2001. O setor emprega cerca de um milhão de pessoas.
 

Fonte: Agência Brasil

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