Projeto Rio 2016 prevê novidades para a Barra

Parque Olímpico, Metrô e novos meios de transporte estão na pauta
 

No dia 14 de julho no encontro do Barralerta, Kleber Machado, presidente da instituição, abriu a sessão apoiando a campanha Rio 2016 e enfatizando a importância do evento para a Barra da Tijuca: “ Primeiro por receber a mídia mundial e assim promover uma grande visibilidade. Segundo pelo grande aporte financeiro que a cidade irá receber  e por fim porque a população do Rio quer que as Olimpíadas sejam aqui”

Leonardo Gryner , diretor de Marketing  e Comunicação do COB, apresentou o projeto: “Começamos a trabalhar em 2002 quando o Rio sediou os Jogos Sul-Americanos (2002), depois o Pan-Americano (2007), em 2011 será Jogos Mundiais Millitares, 2013 Copa das Conferações e 2014 a Copa Mundial .Chegaremos em 2016 prontos e com know how, é um processo continuo de aprendizado”

Gryner ainda destacou a importância do apoio da sociedade na campanha, mostrando que segundo pesquisa 71% dos brasileiros aprovam que o Rio seja cidade sede das Olimpíadas e 82% acreditam que trará benefícios sociais e econômicos: “Se a maioria da população aprova, o projeto se torna importante”.

No projeto foram adotados critérios como excelência técnica, experiência única e transformação. Entre as premissas expostas pelo palestrante, o ponto mais importante foi a garantia de uso posterior das instalações ou melhorias. Das instalações esportivas, 54% já existem  e 26% ainda serão construídas.

A Barra da Tijuca será o centro dos jogos por ter mais instalações. Outras regiões serão Copacabana (vôlei, maratona, etc), Maracanã e Deodoro. Os quatro locais serão interligados.

No Autódromo será construído Parque Olímpico , que dentro do projeto já inclui o Velódromo e a Arena. Haverá um Centro Olímpico de Treinamento, que já começou a construção e incluirá um local para a Ciência do Esporte e até hóquei sobre a grama. O Centro Olímpico receberá 22 esportes olímpicos e 11 paraolimpicos. O Parque Olímpico será construído já para época dos Jogos Militares em 2011. No Riocentro será usado todos galpões e um pavilhão temporário (Pavilhão 6).

Além disso, será construída uma vila de mídia, dividida em dois : uma para mídia escrita e outra para a eletrônica. A Vila Olímpica também na Barra terá a Rua Carioca com lanchonetes, sorveteria e até uma praia privada para os atletas na Reserva.

Em Copacabana nada será construído. Na Lagoa haverá uma arquibancada temporária e no Maracanã haverá uma plataforma ligando a Quinta da Boa Vista diretamente ao Estádio. No Sambódromo haverá um projeto de renovação com a expansão das arquibancadas e a retirada do prédio da Brahma.

No Estádio João Havelange, haverá um centro de aquecimento de arremessos e uma nova alça da Linha Amarela ligando diretamente ao Estádio. Em Deodoro, será construído o primeiro Parque Radical do Rio, com área de esportes radicais e normais.

As competições de futebol que duram 17 dias devem acontecer fora do Rio : Estádio Morumbi, Mineirão, Fonte Nova e Mané Garrincha.

Transportes
Para atender o COI, o Rio teve que apresentar as seguintes soluções:

BRT (ônibus articulados): Sendo um que liga Copa ao Riocentro. Projeto que engloba a duplicação da Estrada Lagoa Barra para uso exclusivo do BRT.
Ligação Deodoro – Barra: Uma nova via tipo Linha Amarela com seis pistas (três de ida e três de volta) e também um BRT
Vias exclusivas e segregadas
Melhoria de rede de trens
Metrô Linha 4 (Ipanema – Barra, chegando no Jardim Oceânico)

Hospedagem
O COI exige que existam 40 mil quartos. A solução foi construir as vilas locais.

O total do orçamento de obras chega a R$ 5,6 bilhões.

Fonte: AIB – Tatiana Couto, editora-chefe

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