Rio tenta convencer usuários de crack a se submeter a tratamento

O subprefeito da zona norte, André Santos, passou a manhã desta quarta-feira (20) no local, conhecido como da cracolândia
 

Um dia após a megaoperação da secretaria municipal de Assistência Social, que deu início à internação involuntária de dependentes de crack, usuários voltaram às redondezas da Favela Parque União, às margens da Avenida Brasil, na zona norte do Rio. A secretaria montou uma base no local onde os usuários ficavam concentrados, para dar assistência aos que querem se tratar.

 

O subprefeito da zona norte, André Santos, passou a manhã desta quarta-feira (20) no local, conhecido como da cracolândia. Ele explicou que os agentes de Assistência Social abordam os dependentes e tentam convencê-los a ir para um hospital a fim de iniciar tratamento. No entanto, a internação só é garantida mediante recomendação médica para os casos em que há problemas graves de saúde e risco de morte.

 

“Foram identificados cerca de 300 dependentes de crack no entorno do Complexo da Maré. A nossa intenção é abordar o usuário e oferecer o tratamento, não efetuar a internação compulsória, mas procurar convencê-los, já que a maioria dos casos é de adultos, disse o subprefeito.

 

De acordo com André Santos, na operação de ontem foram mobilizados vários órgãos municipais, além da Polícia Militar e ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência. Da madrugada de ontem até a manhã desta quarta-feira, foram feitas 135 abordagens. Deste total, 105 acolhimentos, 29 internações involuntárias e uma internação por insuficiência respiratória.

 

Agência Brasil

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