Serviço de assistência a soropositivos em Niterói corre risco de fechamento no RJ

Situação no Hospital Municipal Carlos Tortelly se agrava e preocupa Conselho Regional de Medicina do Rio
 

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O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) tem acompanhado a situação do Hospital Municipal Carlos Tortelly (HMCT), que corre o risco de ter parte de suas atividades suspensas. Referência no atendimento de pacientes soropositivos em Niterói e região, a unidade tem sido prejudicado pela falta de repasses do município de Niterói. Sem receber salários há quatro meses, os médicos da enfermaria de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida) avaliam a possibilidade de entrar em greve nos próximos dias.

 

 

O serviço é administrado pelo Grupo Pela Vidda Niterói, que não tem recebido os repasses da Fundação Municipal de Saúde desde novembro, segundo Inácio Queiroz, representante da entidade. “Durante a negociação de assinatura, a prefeitura sugeriu um corte no valor dos repasses, mas recomendou que os serviços deveriam ser mantidos com a mesma qualidade e número de profissionais. Recusamos a proposta, pois, infelizmente, contamos apenas com o recurso estipulado no convênio para fazer a gestão. Se aceitássemos, não teríamos como manter o serviço com qualidade, prejudicando os pacientes e também a ONG”, explica.

 

 

 

Ainda de acordo com Queiroz, em reunião ocorrida no último mês com a fundação, foi decidido que os pagamentos seriam feitos até o dia 31 de março e que o contrato seria renovado em novos moldes. No entanto, o acordo não foi cumprido e uma nova data, 7 de abril, foi estipulada para o repasse. Entretanto, mais uma vez, nenhum dos dois aconteceu.

 

 

 

Apesar do impasse, os 14 médicos infectologistas continuam atuando no Carlos Tortelly, que possui um serviço de hospital-dia, com cinco leitos, um Centro de Testagem Anônima (CTA) em HIV e Aids e um Serviço de Atenção Especializada (SAE), com 12 leitos. Cerca de 2,4 mil pacientes são atendidos mensalmente na unidade. Além da assistência aos pacientes soropositivos, a Sida atende vítimas de acidentes com materiais biológicos.

 

“O Cremerj está acompanhando a situação dos médicos do HMCT e daremos o suporte necessário para que o impasse seja resolvido. Uma solução precisa ser tomada urgentemente, pois esse hospital é referência para os pacientes soropositivos e eles não podem ficar desassistidos. Como temos destacado, sabemos que existe uma crise econômica, mas a saúde deve ser tratada com prioridade”, declara o vice-presidente do conselho, Nelson Nahon. 

 

 

 

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