Uerj participa de campanha de assistência a crianças com fissura labial

A cerimônia de encerramento da campanha será na sexta-feira, dia 6, na Policlínica Piquet Carneiro, onde será inaugurada uma nova ala do CTAC, doada pela Smile Train
 

Começou dia 2 de outubro, a 3ª Campanha Nacional de Fissura Labiopalatina promovida pela organização não governamental (ONG) norte-americana Smile Train. Sete países participam do esforço no continente sul-americano (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru), dentro da 1ª Semana de Fissura da América do Sul.

 

 

Na capital fluminense, o Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC) da Policlínica Piquet Carneiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é um dos participantes da campanha. O CTAC agrega todas as especialidades médicas em um serviço único para melhor atendimento aos pacientes.

 

 

A equipe do centro esteve mobilizada na segunda, dia 2, no Hospital Municipal Jesus, especializado em tratamento pediátrico, localizado em Vila Isabel, zona norte da cidade, fazendo cirurgias em crianças com problemas de fissura labiopalatina. Participaram também equipes do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), situados na Ilha do Governador, também na zona norte.

 

 

No total, serão dois dias de cirurgias, com cerca de 34 crianças atendidas. Na campanha do ano passado, o CTAC operou 15 crianças. “Essa campanha visa, na verdade, chamar a atenção para a necessidade de manter a qualidade do atendimento do paciente fissurado porque, dentro do que a gente tem visto, o paciente fissurado, pelo fato de ele não ser um paciente com risco de vida e não ser uma questão emergencial, muitas vezes ele é relegado a um plano secundário, onde os investimentos da saúde não necessariamente atingem a plenitude necessária para a gente desempenhar essa função”, disse à Agência Brasil o diretor médico do CTAC, cirurgião plástico Henrique Cintra.

 

 

Na avaliação dele, a parceria com a Smile Train preenche essa lacuna uma vez que a ONG é um catalizador dessas ações, inclusive com apoio financeiro. Os recursos são captados nos Estados Unidos e repassados aos centros de tratamento de fissurados na América do Sul. Ao CTAC, a ONG repassa US$ 250 por cirurgia realizada.

 

 

A verba é usada para compra de material e para pagar o tratamento ortodôntico e serve de complementação aos recursos do governo fluminense para a Uerj.

 

O especialista reiterou que a campanha não visa volume.

“A ideia é chamar a atenção para o fato de que há crianças que necessitam desse tipo de atendimento e que não podem deixar de manter essa linha contínua de assistência. Porque tem etapas a serem cumpridas. Primeiro opera o lábio, depois faz uma cirurgia para fechar o palato; depois vai fazer um tratamento dentário, ortodontia, vai botar aparelho, mais adiante, vai ter tratamento fonoaudiológico. E tudo isso tem uma continuidade”.

 

 

Cintra informou que, além do CTAC, 14 clínicas parceiras também realizarão cirurgias no Brasil durante a campanha.

 

 

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