UFC 212: Holloway vence Aldo e conquista cinturão

O havaiano acabou com a invencibilidade do brasileiro em casa
 

Por Graça Paes, RJ 

 

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Após um card preliminar magnífico, o card principal do UFC 212 foi para lá de tenso, e deu vários sustos no público presente, na Jeneusse Arena na Barra da Tijuca, no fim da noite de noite de sábado dia 3 de junho e nas primeiras horas, de domingo, dia 4, na Zona Oeste do Rio. Os brasileiros puderam contemplar as vitórias de Claudia Gadelha, Vitor Belfort e Paulo Borrachinha e amargaram as derrotas de José Aldo e Erick Silva.

 

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José Aldo fez uma boa luta, mas no terceiro round perdeu o cinturão ao ser nocauteado por  Max Holloway na luta principal do UFC 212. O havaiano, com a vitória,  acabou com a invencibilidade de Aldo lutando no Brasil nas disputas pelo UFC. Muito triste e chateado por perder o cinturão Aldo não quis dar entrevistas e acreditem, o guerreiro deixou o octógono chorando muito, mas foi aplaudido pelo publico presente que durante toda a luta gritou seu nome.

 

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OS DESFECHO DA LUTA

Holloway começou o terceiro round com tudo. Ele encaixou duros golpes em Aldo que revidou. A partir daí, o combate passou a ser disputado na curta distância, com os dois adotando posturas agressivas. Holloway, no entanto, acertou um forte direto no queixo do brasileiro, que caiu. O havaiano então foi para cima, e ficou complicado para Aldo que apenas tentava se defender dos golpes pesados. Até que o árbitro a interrompeu o duelo.

 

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Na penúltima luta, Claudinha Gadelha finalizou Kowalkiewicz no primeiro round. A americana deixou o octógono aos prantos. Com a vitória, Gadelha se mantém em primeiro lugar no ranking peso palha.

 

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Após a luta, durante a coletiva, Gadelha disse o quanto foi importante mudar sua vida e focar em sua carreira. “Acho que não podemos esperar resultados diferentes fazendo a mesma coisa. Fiz questão de me desafiar, foi muito difícil deixar meu país, mas eu fiz isso e colhi os resultados. Eu não estou pensando em novas lutas no momento. Mas, deixo claro, que o que é da Joana está guardado. (se referindo a Joanna Jedrzjczyk, para quem já perdeu duas vezes).  Só que agora o meu foco é outro. Eu quero me mudar de vez para Albuquerque, EUA, comprar uma casa, um carro bonito, um cachorro legal.  Uma hora encaro a Joana novamente, e é claro, vou dar sequência a minha trajetória no UFC e farei as lutas que tiver que fazer. Mas, agora a minha vida é a mudança”, disse ela.

 

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Vitor Belfort aos 40 anos voltou a vencer no UFC e foi ovacionado. Em casa, o carioca derrotou o americano Nate Marquardt por decisão unânime dos árbitros.

 

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Em entrevista após a luta, Belfort falou sobre a sua carreira.  “Sem sacrifício não há glória. Sou muito grato a todos que plantaram uma semente na minha vida. Eu estava muito empolgado, peço desculpas por não ter nocauteado, e a minha performance não foi a que eu esperava”, ressaltou ele que disse que ainda pretende lutar mais umas cinco vezes, apesar de seu contrato com o UFC prever apenas mais um confronto pela organização. “Eu vou dar mais cinco lutas pra todos. Vocês vão ter que engolir o Vitor Belfort”, declarou.

 

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Paulo Borrachinha venceu Oluwale Bamgbose por nocaute técnico. O peso-médio brasileiro foi pela primeira vez para o segundo round, mas superou o nigeriano alcançando à 10ª vitória na carreira. “Oluwale é um cara muito duro, dificultou bastante pra eu pegar ele, mas sabia que quando eu parasse e conectasse a mão e o chute, ele ia sentir muito. Ele usou muito bem o octógono e é muito duro. Eu estava preparado. Ali senti que a luta estava nos finalmentes, ele começou a defender o rosto, ficar na posição de desistência, eu já previ que a luta estava perto de acabar. Gostaria muito de lutar contra um top 10 agora. Acho que a minha performance anterior e essa me credenciam, não tem ninguém específico, mas gostaria que fosse um top 10”, declarou Borrachinha.  Enquanto Borrachinha comemora, Bamgbose acumula seis vitórias e três derrotas, sendo duas consecutivas.

 

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Numa luta muito polêmica e com direito a gritos de repreensão ao juiz, aqueles bem típicos que também se escuta nos estádios de futebol, o havaiano Yancy Medeiros venceu Erick Silva na primeira luta do card principal. O lutador capixaba foi surpreendido com um nocaute técnico contestável aos 2m01s no segundo round, mas teve o seu nome gritado pelo publico e foi aplaudido ao deixar a Arena. A principal reclamação em relação ao árbitro foi a decisão de terminar a luta de forma precipitada. Erick aparentava ainda estar apto para o duelo, tanto que também reclamou dentro do octógono. Até seu adversário admitiu que achou o mesmo, mas evitou julgar a decisão da arbitragem.”Erick é um cara muito duro, acho que ele ainda estava na luta, mas o árbitro parou e não é meu trabalho comentar isso. Treino com as melhores equipes do mundo, esse é meu peso e estou aqui pra representar a categoria muito bem”, ressaltou Yancy Medeiros. Com a vitória, Yancy Medeiros conquistou a 14ª vitória na carreira, sendo sete por nocaute, quatro por finalização e três por decisão.

 

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CARD PRINCIPAL UFC 212

Peso pena: Max Holloway derrotou José Aldo por nocaute técnico a 4m13s do R3

Peso palha: Claudia Gadelha derrotou Karolina Kowalkiewicz por finalização (mata-leão) a 3m03s do R1

Peso médio: Vitor Belfort derrotou Nate Marquardt na decisão unânime dos juízes (29×28, 29×28, 29×28)

Peso médio: Paulo Borrachinha derrotou Oluwale Bamgbose por nocaute técnico 1m06 do R2

Peso meio-médio: Yancy Medeiros derrotou Erick Silva por nocaute técnico a 2m02s R2

 

 

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