UPP chegará a Niterói, Baixada, Rocinha e Vidigal

Informação foi divulgada pelo secretário Beltrame em conversa com internautas
 
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, respondeu, na sexta-feira (9/9), a perguntas de internautas sobre segurança pública em entrevista realizada no perfil da secretaria no Twitter (@SegurancaRJ). Questionado sobre a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos complexos da Penha e do Alemão, Beltrame afirmou que os conflitos armados entre moradores e agentes das Forças de Pacificação não alteram o cronograma do projeto, que prevê unidades em Niterói, na Baixada Fluminense e nas comunidades da Rocinha e do Vidigal, na zona sul da capital. 
Beltrame explicou que o planejamento do projeto leva em conta uma série de características, como o perfil dos moradores, o número de crianças, a quantidade de equipamentos públicos, escolas, a movimentação e a potencialidade criminosa da localidade, independentemente de ela ser dominado pela milícia ou pelo tráfico.
– Posso dizer que não somente Niterói, mas a Baixada e algumas cidades do interior estão no nosso planejamento, que prevê 40 UPPs. A Rocinha e o Vidigal já têm data marcada para a instalação, que será feita. Mas quando se anuncia, há que se cumprir, e de promessas o mundo está cheio. Prefiro não dizer quando, mas garanto que elas vão chegar. Problemas vão existir sempre, entendemos que fazem parte do processo de pacificação, que é absolutamente necessário – frisou o secretário.
A comunidade da zona norte receberá, a partir de março de 2012, nove bases de policiamento, que constituirão a UPP do Alemão. A ocupação será feita de forma gradativa: de março a maio, 1.500 homens (500 a cada mês) chegarão ao complexo, e outros 700 em junho, quando a força de pacificação (que conta com o apoio da Polícia Civil e do Exército e reforça a segurança no local desde novembro de 2010) será removida. O objetivo é que todos os policiais militares sejam recém-formados.
– A cada UPP desenvolvemos uma prática, porque elas têm características próprias. Mas, à medida que garantimos a liberdade de ir e vir das pessoas e se permite que os investimentos e os serviços cheguem, mexemos com o que as pessoas têm de mais raro: a esperança. Cerca de um milhão de pessoas que estão dentro ou no entorno das comunidades pacificadas saíram do estigma de viver sob a mira de um fuzil. Estamos articulados para dar prosseguimento a ele – calcula. 
Sobre o apoio do Exército no processo de pacificação – que o governador Sérgio Cabral considera fundamental – o secretário afirmou que a presença dos soldados permitiu a antecipação de ações e a devolução de policiais às cidades do interior. Segundo Beltrame, a ocupação do Complexo do Alemão estava prevista para o início de 2012, mas teve de ser antecipada devido aos conflitos causados por traficantes.
– Tivemos que entrar e vamos permanecer. Não vamos sair de lá e causar mais uma situação traumática para a população. A presença do exército nos permite devolver policiais ao interior, fazer ajustes e avançar na política das UPPs. Não há porque desfazer essa parceria – ratificou.
O secretário ressaltou ainda que a Secretaria de Segurança não fez qualquer tipo de acordo com os traficantes das comunidades já pacificadas. A maior prova disso, afirmou, é que depois da implantação de 17 UPPs, mais de mil pessoas já foram presas. 
– As pessoas têm que entender que a função da UPP é a devolução do território, a garantia da liberdade de ir e vir das pessoas, a devolução da cidadania. A ideia é acabar com o conceito de cidade partida. Não temos a pretensão de acabar com o tráfico de drogas, mas possibilitar que aqueles moradores sejam atendidos pela sociedade e pelo Estado, com a entrada de serviços básicos. Quero sair daqui, olhar para trás e ver que a cidade e a favela estão integradas. 
O papel da sociedade no processo também foi destacado pelo secretário, que avalia a redução dos índices criminais como uma vitória do Rio de Janeiro.
– Qualquer secretário que entrar aqui vai encontrar uma política de segurança pública concreta, um projeto pronto e com condições de ser executado. Mas cabe à sociedade ver o que pode fazer, anonimamente ou em grupo, e isso inclui escolher políticos que vão dar continuidade ao processo – disse.
 

Fonte: Governo do Rio

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