XI Fórum do Meio Ambiente expõe deficiências

Abandono do Rio Morto e Canal de Taxas, bem como o saneamento de Vargens foram pauta
 

Alfredo Lopes abriu o XI Fórum do Meio Ambiente da Barra, Recreio e Vargens e agradeceu inicialmente ao patrocino da Caixa Econômica Federal ao evento e enfatizou como a Barra da Tijuca ganha com os investimentos do banco na região. Lopes destacou as atuais ações de ordem pública e demolições como essenciais para  a região “Há mais de 30 anos falamos de meio ambiente e estivemos desgovernados durante muito tempo. A ordem pública é importante para o turismo e para os cariocas. Claro que ainda temos muitas comunidades jogando o esgoto diretamente nos rios. Vemos a ação do Wagner Victer (presidente da Cedae) como um verdadeiro trator inaugurando quase toda semana uma nova rede de abastecimento de água. Conquistamos a ETE e o emissário submarino que agora também chega ao Recreio (através de tubulações nas Avenidas das Américas). Vivemos um momento único no Rio, recebendo muitos investimentos e o reconhecimento do Lula da importância da cidade. Teremos a Copa do Mundo em 2014 no Rio que levará as imagens da cidade para todo o mundo. Se ganharmos a sede das Olimpíadas em 2016, receberemos muitos mais investimentos tanto na área de saneamento como transportes. Existem projetos de eco resorts que chegarão na Barra da Tijuca” ressaltou Lopes.

Antes de abrir a sessão Lopes ressaltou a ausência do representante do Ibama e que iria enviar um oficio reclamando de sua ausência. A sessão então foi aberta as perguntas do público aos representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente , Comlurb, Cedae  e Inea. David Zee foi o mediador dos debates e também respondeu as perguntas.
No Fórum, os assuntos como o abandono do Rio Morto e  Canal das Taxas, bem como o saneamento das Vargens foram os principais tópicos abordados.

Delfim Aguiar foi o primeiro a perguntar para o representante da Cedae (Regional Sul – Claudino Victor Espírito Santo): Vemos todo o fantástico trabalho da Cedae em captar os esgotos na região e as estações virando elevatórias. Minha pergunta é se já existe concorrência para a área de Vargem ou se o Rio Morto ficará cada vez mais morto?
Claudino Victor Espírito Santo (Cedae) – Está dentro do escopo da Cedae a região das Vargens. Mas tivemos que priorizar os recursos nas obras do Recreio sem pulverizar. O recalque da Gláucio Gil ficará pronto em setembro, sendo que até o fim do ano a obra é inaugurada. Vargem Grande será contemplada depois. O projeto executivo está em licitação e engloba Vargem, as ilhas da Barra, Itanhangá e sub-zona A17), contemplando assim toda a região.

David Zee perguntou a CEF- Quais são as ações da Caixa em relação ao meio ambiente?
Luiz Carlos Peserico (CEF) – A Caixa é de âmbito nacional por isto é complicado falar dos investimentos regionais, mas inicialmente poderia citar o empréstimo de R$ 600 milhões para a Cedae, onde 200 milhões serão usados na região da Barra. A empresa também adota uma série de programas ambientais.

Hilda Teixeira da Ama Barra Bonita perguntou ao representante do Inea – O Rio Morto é símbolo do abandono. Quais são ações para reverter esse cenário?
Estephan (Inea) – Hoje na superintendência  da Bacia Guanabara encontra um quadro de degradação desfavorável promovido muitas vezes por ocupações irregulares. Do ponto de vista da parceria, o papel da Cedae é fundamental para minimizar esses impactos. Em relação ao Rio Morto, é necessário o mapeamento do lançamento dos esgotos que é muito difícil pela quantidade de comunidades existentes, por isso não há como dar um cronograma das ações.

David Zee lembrou a importância da recuperação do Rio Morto e da desobstrução do canal: “O Canal do Rio Morto seria o emissário submarino hidrográfico da região. Podemos usar as pedras do Túnel da Grota Funda para abertura do canal, mas é necessário perseverar nesta luta. Temos que fazer as obras antes de ganharmos como cidade sede, lembrando que muitas obras foram feitas em cima da hora no Pan e assim importantes projetos não foram realizados” ressaltou
Sobre a praia da Macumba, Zee lembrou: “A velocidade que a cidade cresceu foi muito grande e isso causa impacto e o clima também vem mudando. Na Praia da Macumba existem uma faixa pequena de areia e inúmeras construções na areia. A única solução par ao local é retirar as comunidades, porque sem dúvida nenhuma os problemas vão acontecer de novo”.

Cleomar Paredes (Presidente da Amor) – Perguntou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (não presente ao evento) sobre o problema do Canal das Taxas sempre assoreado, com gigogas e extremo mau cheiro
Estephan do Inea – Disse que o dever do desassoreamento é dever do Inea e prometeu trazer máquinas para limpeza como paliativo.

David Zee lembrou que é muito mais barato prevenir doenças do que esperar as pessoas ficarem doentes e depois cuidar: “Todas obras de saneamento são importantes para garantir qualidade de vida. Para a região da Bacia de Jacarepaguá , é extremamente importante a recuperação e planejamento em um processo de 10 a 16 anos. Já acumulamos um passado de 20 anos de descaso. Precisamos entender que ninguém é mágico e também temos que fazer nosso papel, lembrar que o melhor fiscal somos nós mesmos”.

Alexandre Fernandes da Fonte vice-presidente da Acir para Comlurb: Nos últimos 20 anos, vemos uma gestão excepcional da Comlurb que representa um grande ganho na qualidade de vida dos cidadãos.  Pergunto primeiro se há alguma novidade e depois se a empresa segue alguma lei?
Comlurb – Temos uma lei de setembro de 2001 , onde todos nossos procedimentos são baseados. A novidade que posso anunciar será uma grande campanha educativa sobre limpeza de areia para o verão próximo. Já temos 25 equipamentos fazendo peneiramento da sujeira nas areias, mas precisamos de parcerias.

Fonte: Tatiana Couto,editora-chefe do Portal AIB

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