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Plantão Barra: Ação no Mercadão de Madureira vacinou 861 pessoas

 

 

O Mercadão de Madureira teve um dia de festa nesta quinta-feira, 24 de maio, e o Plantão Barra da AIB conferiu tudo de perto. O rapper MV Bill e a bateria mirim do Império Serrano se apresentaram no local por um motivo nobre: chamar a atenção da população para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que foi prorrogada pelo Ministério da Saúde para até o próximo dia 1º de junho. A ideia é que as pessoas aproveitem o próximo final de semana para ir até os postos. Ao todo, as equipes das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde do Rio de Janeiro vacinaram 861 pessoas durante todo o dia. O evento foi realizado em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e Globo Rio.

 

 

A campanha é voltada para idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses até 2 anos, gestantes, indígenas e trabalhadores da área da saúde. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% da população-alvo, que soma quase 3 milhões de pessoas no Rio de Janeiro. Até a tarde desta quinta-feira, 47% dessa população foi vacinada no estado.

 

 

O público que proporcionalmente menos se vacinou durante a campanha no Rio de Janeiro é o de idosos. Apenas 45,55% deles foram aos postos de saúde se proteger contra a doença. Entre as grávidas, o índice de imunização está em 45,96%; já entre as crianças na faixa etária da campanha, a cobertura está em 54%; e entre os profissionais de saúde, 58% imunizados. Os indígenas foram os únicos que já superaram a meta.

 

 

O aposentado Claudio Rocha, 70 anos, morador de Madureira, fez o dever de casa e aproveitou a ação no Mercadão para se vacinar.  “Não perco uma campanha, me vacino todo ano. É muito importante cuidar da saúde. Depois que comecei a tomar a vacina, nunca mais fiquei gripado” – contou.

 

 

A campanha envolve 4.200 postos de vacinação fixos e volantes em todo o Estado, 25 mil profissionais e 2.800 viaturas. A vacina, trivalente, tem a mesma composição da usada na última campanha, realizada em 2011. Por esse motivo, as crianças que foram vacinadas ano passado devem receber apenas uma dose este ano. Na última campanha, 85 dos 92 municípios do Estado do Rio atingiram a meta de 80% preconizada pelo Ministério da Saúde.   “O objetivo desta ação no Mercadão foi levar a vacinação para perto da população. A gripe não é uma doença grave, mas pode evoluir para intercorrências graves e, por isso, é importante o público-alvo se vacinar”,   explicou o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

 

 

População prisional – Após o período da campanha, haverá a vacinação da população prisional de todo o território nacional, numa articulação entre as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e as Secretarias Estaduais de Justiça.

 

 

Contraindicação – As únicas contraindicações são a alergia aos componentes da vacina, principalmente à proteína do ovo, e os portadores de doenças neurológicas em atividade. Vale ressaltar que pessoas que podem comer ovo frito, pão, bolo ou macarrão não têm essa alergia. Quem estiver com gripe ou apresentado estado febril ou sintomas de dengue, o recomendado é esperar melhorar, para depois se vacinar.

 

 

O imunizante deve ser tomado todos os anos. A escolha pelo período do outono para a aplicação é estratégica, pois a vacina precisa de duas semanas para induzir alguma proteção e de quatro a seis semanas para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção no período de maior circulação do vírus influenza.

 

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação é a forma mais eficaz para prevenir a gripe e suas complicações. A cada ano, mais de 150 milhões de pessoas são vacinadas contra gripe em países de todo o mundo, entre eles o Brasil. Provocada pelo vírus Influenza, a gripe ataca todos os anos entre 10 e 20% da população do planeta – algo em torno de 600 milhões de pessoas. Se não for tratada, pode gerar complicações que provocam entre 250 mil e 500 mil mortes por ano e milhões de internações. As complicações mais comuns são pneumonia, infecção no ouvido (otite) e inflamação nos brônquios (bronquite).

 

 

Fonte: Plantão Barra com dados do Ministério da Saúde