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Alemão ganha conselho de desenvolvimento comunitário

Complexo do Alemão

 

Para garantir que, após a pacificação, os moradores do Complexo do Alemão se unam em busca de uma comunidade autossustentável, o Escritório de Gerenciamento de Projetos da Casa Civil (EGP-Rio), lançou nesta quarta-feira (4/4), no Colégio Estadual Tim Lopes, o Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Complexo do Alemão. Assim como as iniciativas já implementadas na Rocinha e em Manguinhos, o fórum contará com a participação de moradores, representantes do governo, da sociedade, de instituições e da iniciativa privada.

 

 

A intenção é proporcionar aos moradores uma ferramenta para, em parceria com outras instituições, gerir de forma compartilhada, as ações voltadas para o desenvolvimento das comunidades que compõem o Complexo do Alemão. Segundo a coordenadora do PAC Social, vinculado ao EGP-Rio, Ruth Jurberg, é que a sociedade local debata suas prioridades e apresente suas demandas com o intuito de trazer mais qualidade de vida para a região.

 

 

– Os moradores se inscrevem nos grupos de acordo com seu interesse e escolhem um líder para conduzir as reuniões, de onde saem pautas que chamamos de visão do futuro. A comunidade aponta suas necessidades e o governo, através da Casa Civil, será o facilitador, responsável por encaminhar as demandas às secretarias correspondentes – disse Ruth.

 

 

Desde 2011, a equipe técnica do trabalho social articula encontros com moradores, líderes comunitários, representantes de ONGs e cooperativas locais. Eles se dividem em grupos temáticos nas áreas de saúde, educação, turismo, urbanismo, meio ambiente, esporte e lazer, trabalho e renda, cultura e comunicação para debater o futuro que a comunidade quer para si.

 

 

A presidente da Educap, instituição que trabalha com promoção de saúde, Lucia Cabral integra o grupo de trabalho da área e luta para melhorar o atendimento no complexo, que recebe grande demanda.

 

 

– Se a proposta é ter uma comunidade com qualidade de vida, educação e promoção de saúde são o pontapé inicial. Os moradores têm que aprender a conquistar a cidadania e garantir seus direitos, e saber que, para ter qualidade de vida, é preciso saúde. O que queremos é a implementação de novas políticas públicas com menos desigualdade – explica Lucia.

 

 

Integrante da câmara de meio ambiente, a líder comunitária Zilda Barreto da Silva propôs um trabalho de conscientização, sensibilização e mobilização dos moradores para implantar a coleta seletiva no local.

 

 

– Montamos uma cooperativa de catadores em 2000 e agora queremos que a população colabore para que o material reciclável chegue às mãos de quem vive dele. Lixo acumulado propicia o aparecimento de vetores e a proliferação de doenças, logo, cuidar do lixo é promover também saúde. Queremos ajudar a retirar esse material das ruas para melhorar a qualidade de vida da comunidade e ajudar o bolso do catador – espera.

 

 

Criador do Sarau do Alemão, realizado a cada dois meses nas estações do teleférico, o agitador cultural Eduardo Monteiro pretende integrar o grupo de trabalho de Cultura para atrair mais atividades para o complexo.

 

 

– Acompanhei outras tentativas de instituir iniciativas como essa, que não funcionaram porque as propostas eram fechadas, elaboradas por pessoas de fora e que não condiziam com a realidade do Alemão. Agora criou-se um canal para que as pessoas que não tinham voz possam dialogar com a comunidade, a sociedade como um todo e o poder público. A partir do momento que as necessidades são identificadas e a população participa da construção do seu próprio futuro, tudo muda – concluiu.

 

Fonte: Governo do Rio