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Apagão na iluminação do Recreio

Postes inclinados, lâmpadas acesas durante o dia, galhos de árvores tombando sobre os fios e interrupções no fornecimento de energia são alguns dos problemas recorrentes que acometem o bairro do Recreio. É o que afirma Cleomar Paredes, presidente da Associação de Moradores do Recreio dos Bandeirantes (AMOR).

“Sofremos constantemente com apagões. Basta chover para que os transformadores entrem em curto-circuito e a luz acabe. A falta de poda das árvores também colabora para que os galhos caiam sobre os fios e provoquem danos”, frisa. Ele comenta ainda que para cortar um galho ou uma árvore existem burocracias e que a ação não pode ser efetuada sem autorização, o que dificulta a conservação. “É preciso pagar uma taxa para cortar uma árvore, mesmo dentro da sua casa, e ainda assim você corre o risco de ser multado”, revela. O presidente da associação reclama que a Secretaria de Parques e Jardins e a Comlurb não fazem o trabalho que deveria ser feito e nem permitem que os moradores o façam.

As calçadas, mal planejadas, não permitem a passagem de cadeirantes e em alguns trechos nem mesmo a de pedestres. “As pessoas andam nas ruas, porque o poste e a árvore, em cima das calçadas, dificultam a circulação”, alerta. Segundo Paredes, a inclinação dos postes se deve ao terreno arenoso do local. “Esses postes estão inclinados em mais de 45 graus, o que é um perigo, pois a qualquer momento ele pode cair sobre um carro ou pedestres”, frisa.

É comum encontrar lâmpadas da iluminação pública que ficam acesas mesmo durante o dia. O presidente da Associação dos Moradores do Recreio (AMORE), Dair José Zanoteli, tem uma explicação para o fato: “essas lâmpadas são fotossensíveis, portanto, se ficam acesas é porque estão mal reguladas ou com defeito”. Ele recorda que a taxa de iluminação pública já em vigor deveria ser cobrada somente após a resolução dos problemas. “Temos um espaço de 100 metros entre um poste e outro. Se uma lâmpada queima, fica um espaço enorme de rua na escuridão. A insegurança é tanta que as pessoas têm medo de sair às ruas depois das 19h por medo da violência”, esclarece.

Zanoteli comenta que a Subestação da Light, inaugurada há oito meses, ainda não entrou em operação. “Os piques de luz são constantes e muitos aparelhos eletrônicos queimam por causa disso”, afirma. Ele lembra que o planejamento de iluminação do Recreio foi realizado há quase dez anos, na época do apagão, e que nunca foi revista. “O ideal seria ter um poste a cada 50 metros. Assim a iluminação da rua ficaria estável”, sugere. Outra irregularidade, de acordo com Zanoteli, diz respeito aos cabos de energia, que deveriam ficar a quatro metros e meio de altura do chão e estão a cerca de três metros e 80 centímetros.

Uma visita incômoda

Além das questões com a iluminação, o Recreio tem ainda uma constante infestação de mosquitos, que gera riscos à saúde de quem vive no local. “Apesar da limpeza do Canal das Taxas, a invasão de mosquitos no fim da tarde é comum. Temos que fechar a casa toda e mesmo assim alguns insetos conseguem entrar e a uma solução é o inseticida”, lamenta Paredes.

O presidente da AMOR aponta a sujeira vinda das redes de esgoto que são despejadas no canal como a principal fonte de criadouros de mosquitos. “Mesmo limpando hoje, o problema vai continuar amanhã, porque as gigogas irão voltar devido à poluição, criando mais mosquitos”, alerta.

Fonte: Margareth Santos