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Arco Metropolitano é duplicado

A construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro abre uma nova frente de trabalho com o início da duplicação de 25 quilômetros de extensão da BR-493, correspondentes ao trecho entre a localidade de Manilha, em Itaboraí, e Santa Guilhermina, em Magé, cortando o município de Guapimirim. O governador Sérgio Cabral e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinaram, na manhã desta segunda-feira, a ordem de serviço para o início das obras previstas para serem concluídas em 24 meses e que serão executadas por um consórcio de empreiteiras a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que vai investir R$ 300 milhões.

O projeto rodoviário é uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado do Rio e interligará as cidades metropolitanas de Itaboraí e Itaguaí aos principais eixos rodoviários. O objetivo do Arco Metropolitano é desafogar o fluxo de veículos, principalmente na Baixada Fluminense e nos principais corredores da capital, como a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói, além de ampliar a acessibilidade aos Portos de Itaguaí e do Rio de Janeiro e incentivar investimentos privados na região.

O governador destacou a importância do ato realizado nesta manhã no Palácio Guanabara e acompanhado também por prefeitos da região de influência do corredor viário, lembrando que esse trecho de responsabilidade do DNIT era justamente o que faltava para complementar todo o Arco Metropolitano.

– Esse é um trecho muito importante e o DNIT, com muita competência, fez um excelente projeto, de grandes repercussões nas cidades vizinhas em termos de benefícios de vias e ruas e de acessibilidade para as cidades. O governo está dando a essa via, além de um arco rodoviário desde Itaguaí até Itaboraí, um novo marco de desenvolvimento econômico, social e urbano ao Rio de Janeiro – disse Cabral.

Junto com a duplicação, o projeto do DNIT prevê ainda a construção de três viadutos, trevos nos entroncamentos metropolitanos, alças de ligação, pontes com extensão entre 8 e 400 metros, retornos, pistas auxiliares e passarelas para pedestres.

– O segmento de Manilha a Santa Guilhermina se complementa em relação aos outros 74 quilômetros, de Duque de Caxias a Itaguaí, que o Governo do Estado está tocando – disse o ministro Paulo Sérgio, que pela manhã sobrevoou toda a extensão do Arco Metropolitano para acompanhar os diversos segmentos em construção.

O ministro lembrou que a duplicação da rodovia em toda sua extensão vai articular um arco rodoviário que servirá de forma eficiente importantes investimentos que estão em curso na região, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o pólo metal-mecânico no entorno da Companhia. Siderúrgica do Atlântico e o Porto de Itaguaí.

– O arco vai estruturar toda a circulação rodoviária que interessa a essas áreas tão significativas e importantes para o Estado do Rio de Janeiro. Além disso, como conseqüência natural, o Arco Metropolitano também reordenará parte do fluxo que hoje sobrecarrega a Avenida Brasil e outras importantes vias da cidade – prevê o ministro.

Paulo Sérgio se mostrou satisfeito com a assinatura da ordem de serviço para o início das obras porque, segundo ele, se de um lado o estado já avança em parceria com o Governo Federal na construção de 74 quilômetros, com esse investimento anunciado “teremos toda a extensão da rodovia duplicada nas mesmas condições em termos de modernidade”.

A BR-493 que possui trânsito intenso com a presença de muitos caminhões e carretas, em razão da proibição da circulação desses veículos durante grande parte do dia pela Ponte Rio-Niterói, atualmente opera em pista simples. Muitos trechos da rodovia são irregulares, o que dificulta inclusive as ultrapassagens e coloca em risco os usuários.

Fonte: Governo do Estado