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Autoridade Pública Olímpica diz que problemas na vila dos atletas não são tão graves

Agência Brasil

Presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso

Marcelo Pedroso  Arquivo/Agência Brasi

 

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, disse na segunda, dia 25, que os problemas de infraestrutura identificados por atletas de outros países na Vila Olímpica do Rio de Janeiro não são graves. Segundo Pedroso, não há nada que indique que as instalações não têm condições de ser utilizadas. Mesmo assim, ele garante que todos os ajustes serão feitos até a próxima quinta-feira dia 28 de julho. “Eu visitei a vila várias vezes e não vi situações com essa gravidade que incorressem em qualquer risco à saúde e à vida dos atletas. Pode haver tomadas que eventualmente não estão funcionando, ausência de lâmpadas, interruptores com algum problema, o que é natural em um empreendimento desse porte, que é entregue ao mesmo tempo. É natural que apresente algum tipo de problema que precise de correção”, disse Pedroso. 

 

 

Domingo, 24, o Comitê Olímpico Australiano recusou-se a hospedar seus atletas na Vila Olímpica, por ter detectado problemas hidráulicos e elétricos,  além de defeitos nas instalações de gás. 

 

 

 

Segundo Pedroso, problemas como os registrados na Vila Olímpica podem acontecer em qualquer competição dessa natureza em outros países. “Nas vilas olímpicas, há vários registros de situações em que, quando chega o atleta, você tem que fazer vários ajustes, há um histórico anterior que demonstra que isso acontece.” 

 

 

 

A Autoridade Pública Olímpica tem a missão de coordenar a participação dos governos federal, estadual e municipal na preparação e realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, especialmente para assegurar o cumprimento das obrigações assumidas perante o Comitê Olímpico Internacional (COI).

 

 

Segurança energética

Pedroso participou, na tarde de hoje, de uma reunião em Brasília sobre a segurança energética nos Jogos Olímpicos. Ele afirmou que o sistema de energia que será usado na competição está de acordo com os requisitos estabelecidos pelo COI para o suprimento de energia elétrica e vai atender perfeitamente à demanda do evento. Além da construção de uma subestação olímpica, foi reforçado o sistema de transmissão e a utilização de geradores.

 

“Entendemos que, com a implementação desse requisito do COI, que é um padrão bastante seguro, a gente consegue atender perfeitamente às necessidades das competições, além de deixar como legado esse reforço do sistema de distribuição para a cidade do Rio de Janeiro”, diz Pedroso.

 

 

De acordo com o presidente da APO, tudo o que estava planejado foi executado e ainda foi possível incorporar algumas demandas adicionais que surgiram posteriormente, como a duplicação da capacidade da subestação que atende ao Engenhão e uma ligação direta da Subestação Gardênia para o Parque Olímpico.

 

 

A presidente da distribuidora Light, Ana Marta Horta Veloso, que também participou da reunião, disse que a empresa não está preocupada com o fornecimento de energia para os Jogos. “Estamos superpreparados”, ressaltou. Também participaram da reunião o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata.