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Balanço do mercado imobiliário fluminense

 

O Rio de Janeiro está vivendo um momento de valorização imobiliária sem precedentes. Em 2011, essa tendência se confirmou, mas em níveis menos elevados que no ano anterior, o que pode ser traduzido como uma fase de estabilização dos preços. Elaborado pelo departamento de pesquisa do Secovi Rio (Cepai), o Panorama do Mercado Imobiliário 2011, que tem prefácio do prefeito Eduardo Paes e será lançado em 27 de março, em evento no Porcão Rio’s, no Flamengo, revela que, de janeiro a dezembro de 2011, o valor médio do metro quadrado para venda, na capital fluminense, subiu 15,8%, enquanto no mesmo período do ano anterior essa variação ficou em 42,1%. O evento contará ainda com a participação do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que irá ministrar palestra sobre o “Plano Estratégico da Cidade”.

 

 

Para especialistas e empresas do setor, a curva ascendente de preços está chegando em seu patamar de estabilização e a previsão é que aconteçam crescimentos mais moderados em 2012. Essa é uma das principais constatações apresentadas na publicação, que trará também dados sobre o mercado imobiliário em diversas cidades do Estado. A vice-presidente Financeira e de desenvolvimento do Sindicato, Maria Teresa Mendonça Dias, que coordena as pesquisas, ratifica que o desenvolvimento econômico está pulverizado, influenciando positivamente cidades fora da região metropolitana do Rio. “Não podíamos deixar de fora os dados dos mercados imobiliários de cidades importantes para o segmento como Macaé, Campos, Nova Iguaçu e Cabo Frio”, afirma.

 

– No Norte e Noroeste Fluminenses, por exemplo, o setor do petróleo e a construção do Superporto do Açu, no município de São João da Barra, com geração de 50 mil empregos, tiveram um peso significativo. Em Macaé, os valores dos imóveis atingiram os maiores patamares fora da região metropolitana, praticamente alcançando os do bairro de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, um dos mais procurados pela classe média – completa a gestora.

 

Para o presidente do Secovi Rio, Pedro Wähmann, o ano de 2011 foi emblemático para o setor imobiliário. “Diante do cenário de supervalorização dos últimos anos, a população ficou assombrada com o risco de uma bolha, como a que estremeceu a economia norte-americana em 2008. Mas os dados contidos nesta publicação mostram que não há com o que se preocupar. Aqui, a alta dos preços está mais relacionada à prosperidade econômica do que a um excessivo endividamento da população, fator desencadeador da crise nos Estados Unidos”, declara.

 

Entre os destaques desta publicação estão os bairros da Gávea e Lagoa, na Zona Sul do Rio, que tiveram uma valorização expressiva nos preços do metro quadrado para venda. No primeiro, a variação para apartamentos de 3 quartos, de janeiro a dezembro de 2011, foi de 46%. No segundo, os de 1 quarto tiveram valorização de vultosos 91,5%, o maior índice registrado pelo Cepai.