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Brasil em campanha contra hanseníane

 

 

O Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para o lançamento da Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia Contra a Hanseníase, que mobilizará 80 locais credenciados, em sua maioria hospitais, para oferecer, das 8h às 16h, diagnóstico gratuito da doença em 23 estados do país a partir do dia 05 de maio.

 

O lançamento da iniciativa, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o apoio do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e da Sociedade Brasileira de Hansenologia, acontece na próxima quarta-feira, dia 2 de maio, às 14h na Santa Casa de Misericórdia. Além do diagnóstico precoce de casos, o que evita lesões permanentes, a campanha tem como objetivo sensibilizar os profissionais de saúde e reforçar a luta contra o preconceito que envolve a doença.

 

 Apesar de ter cura – e de o tratamento estar disponível gratuitamente na rede pública de saúde – a hanseníase ainda representa um grande desafio de saúde pública para o Brasil: o país é segundo no mundo com maior incidência da doença, ficando atrás apenas da Índia. Dos quase 230 mil casos novos detectados em todo o mundo, cerca de 35 mil foram registrados em nosso país. “A campanha promovida pela SBD reforça o empenho dos dermatologistas na luta contra a hanseníase, que é uma doença negligenciada”, ressalta a coordenadora geral da campanha, a médica Marilda Milanez. O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marcos da Cunha Virmond, também exalta a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é sensibilizar para o tema, discutir a doença, principalmente entre os profissionais de saúde, já que 44% da população brasileira vive em estados que ainda tem uma alta endemia”,  conclui.

 

 O coordenador nacional do Morhan, o conselheiro nacional de saúde Artur Custódio, explica que houve um aumento do diagnóstico tardio da hanseníase nos grandes centros urbanos. “O paciente circula dentro do setor da saúde uma media de dois anos e meio sem ter o diagnóstico correto. Uma doença com a importância da hanseníase para a saúde pública precisa estar no hall de doenças possíveis para os profissionais de saúde”, destaca. ”Além disso, o medo da discriminação afasta pacientes das unidades de saúde e dificulta o diagnóstico e o tratamento da doença. Para combater o preconceito, a informação é o melhor remédio”, Artur avalia. A Carreta da Saúde do Morhan, unidade móvel de diagnóstico da doença, estará na Santa Casa de Misericórdia para o lançamento da campanha.

 

 A hanseníase é uma doença crônica infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos e, se não for tratada adequadamente, pode causar sérias lesões. “Se houver tratamento na fase inicial da doença, porém, ela pode ser curada e o paciente deixará de transmiti-la enquanto estiver sendo medicado”, afirma o dermatologista José Augusto Nery, coordenador regional da campanha. Ocasionada pelo bacilo de Hansen, a doença pode ocasionar a perda de membros e sua transmissão ocorre, inclusive, pelo ar. “O período de incubação varia de três a cinco anos e sua manifestação ocorre, inicialmente, com o aparecimento de manchas dormentes pelo corpo, de cor avermelhada ou esbranquiçada. Outros sintomas podem ser placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações”, explica a médica da SBD, Anna Sales.

 

SERVIÇO: Lançamento da Campanha Sociedade Brasileira de Dermatologia contra a Hanseníase
Data: 02/05/2012
Hora: 14h
Local: Santa Casa de Misericórdia – Rua Santa Luzia, 206 – Centro – RJ