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Brasil irá resolver problema do trigo

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse  que, até o final deste mês, técnicos dos ministérios da Agricultura e da Fazenda deverão chegar a um consenso sobre o que é melhor para o país em relação à produção de trigo. Segundo ele, as duas pastas precisam solucionar logo suas divergências sobre o assunto para que a decisão tenha reflexo já no próximo plano safra.

“Nossa visão é de que temos 180 mil produtores de trigo que, ao estarem produzindo no inverno, empregam pelo menos mais 180 mil pessoas e conseguem se capitalizar para a produção de soja e milho”, explicou. Para os técnicos do Ministério da Fazenda, no entanto, “o raciocínio é de que, se podemos importar trigo mais barato, isso seria importante para evitar o aumento no preço do pãozinho”, explicou Stephanes

O ministro apresentou  durante o anúncio do sexto levantamento da safra 2009/2010 de grãos, um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 este ano. O valor do pãozinho, entretanto, ficou no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima.

“Alguém está ganhando, e não é o produtor”, afirmou o ministro.

Perguntado pela Agência Brasil como, então, os técnicos do Ministério da Fazenda poderiam garantir que o preço do pão cairia com a importação de trigo mais barato, o ministro preferiu não responder. “Vou pedir que você pergunte lá para o outro lado.”

Para compensar a importação do trigo norte-americano, que pode deixar de ocorrer caso o país realmente sobretaxe o produto como forma de retaliação autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) por subsídios ilegais dados pelo governo dos Estados Unidos aos produtores de algodão, Stephanes disse que há outras boas opções.

“Não se produz trigo apenas nos Estados Unidos. A Rússia tem trigo bom, o Canadá e a União Europeia também têm”, afirmou. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que nesta safra, o país produza apenas 5 milhões de toneladas dos 10,6 milhões de toneladas do cereal consumidos pela população.

Sobre as tarifas internacionais de importação, Stephanes disse que o governo acompanha o mercado, rastreia as informações e, sempre que há necessidade de importar, baixam-se a taxas.

Fonte: Agência Brasil