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Buraco no emissário de Ipanema

Ao chegarem à Praia de Ipanema para vistoriar a cratera que se abriu na areia na noite de segunda-feira, dia 21, os técnicos da Cedae encontraram, na manhã desta terça, dia 22, um segundo buraco, ambos no trajeto do emissário submarino. O primeiro buraco, com quase dois metros de profundidade, surgiu próximo ao Posto 8 e “engoliu” Carlos Henrique da Silva, de 24 anos, escultor de areia que trabalha na região. Ele ficou pendurado pelo braço e foi resgatado por um mendigo.

 

 

Técnicos da Cedae estão fazendo a vistoria nas tubulações das redes auxiliares do emissário, para checar se existe algum vazamento na região. Além de isolarem o buraco onde houve o acidente, os técnicos também isolaram outros dois locais na praia para realizar escavações. Segundo a Cedae, não foi detectado vazamento no emissário, mas há a possibilidade de a cratera ter se formado por causa de uma infiltração. Por isso, uma escavadeira vai ajudar no trabalho de vistoria das redes auxiliares. Não há previsão para os buracos serem fechados.

 

 

O acidente aconteceu por volta das 23h30m. Carlos Henrique estava esculpindo um castelo de areia que começara a erguer há três dias. Segundo ele, quando caminhava pela parte de trás da obra, ele caiu no buraco. O artesão machucou a parte lateral esquerda do tórax. Ele não soube explicar como a cratera se abriu.

– Eu estava trabalhando e simplesmente caí e fiquei preso. A minha sorte é que o mendigo me ajudou a sair. Eu podia ter caído lá embaixo e ser arrastado pelo água do emissário. E sabe-se lá onde eu iria parar – contou Carlos Henrique.

O artesão Carlos Pita, que trabalha junto com Carlos Henrique, deitou-se no chão e colocou um pedaço de ferro, que mede 2,1 metros, dentro do buraco. E não atingiu o fundo. No local, na altura da Rua Gomes Carneiro, havia um forte cheiro de esgoto. Carlos Henrique e Pita cercaram o local com folhas de palmeiras.