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Campos investiga morte de mãe por gripe A

A secretaria de Saúde de Campos, no Norte Fluminense, apura a morte de Márcia Lourenço de Azevedo, 29 anos, que estava grávida e que teria contraído a Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. Ela estava internada desde quinta-feira (29) no Hospital Plantadores de Cana e morreu neste sábado (1). O filho nasceu no mesmo dia da internação e passa bem. O secretário de Saúde, Paulo Hirano, pediu prioridade ao laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, na divulgação do resultado do exame, para confirmação ou não do contágio pela doença.
 
 
De acordo com o diretor da Vigilância Epidemiológica, Charbell Kury, o bebê está passando bem e foi encaminhado para a UTI, quando nasceu, para ficar no isolamento. "Ele está evoluindo bem. Inicialmente, tinha suspeita de pneumonia mas está respondendo bem à medicação", informou Charbell.
 
 
O secretário Hirano enfatiza que o município segue o protocolo do Ministério da Saúde no controle do vírus H1N1 e não há confirmação de que haja o vírus circulante no município. "Não temos nenhum caso confirmado de pessoas que tenham contraído a doença no município, sem que tivesse viajado para fora do país ou tivesse tido contato com pessoas que tivessem vindo de países onde há o vírus circulante", assinala o secretário de Saúde.
 
 
Seis pessoas estão com quadro suspeito de gripe suspeita em Campos e até agora, o vírus H1N1 foi confirmado laboratorialmente em um casal de Campos, que contraiu a doença durante viagem a Argentina. Hirano alerta às pessoas, principalmente, às gestantes para que tenham vigilância redobrada.
 
 
"As gestantes fazem parte do grupo de risco. Além de ficar com o diafragma comprimido, devido ao aumento do abdome, dificultando a respiração, há a questão das alterações hormonais", frisa o secretário de Saúde, acrescentando que as grávidas devem procurar atendimento médico mesmo se apresentarem quadro leve de gripe.
 
 
Charbell Kury, informou que cerca de cinco dias antes de dar entrar no Hospital Geral de Guarus a paciente Márcia apresentava quadro de pneumonia, tendo sido transferida para os Plantadores.
"Quando chegou, ela foi medicada com antibiótico e marcada a cesariana. O bebê nasceu com 36 semanas de gestação e é considerado prematuro limítrofe", destaca Charbell.
 
 
A Vigilância Epidemiológica foi notificada da suspeita na quinta-feira (30), quando a paciente piorou e foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Assim que a Vigilância Epidemiológica foi notificada, imediatamente, fomos ao hospital levar o medicamento", informou o diretor do departamento.
 
 
Ele afirma que já entrou em contato com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), que é a ponte entre o município e o laboratório. "Também foi feito hemograma e Raio X e, pelos resultados, o quadro é muito parecido com a pneumonia bacteriana, muito comum em gestantes devido à baixa imunidade".

Fonte: Agência Rio