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Carro elétrico em Santa Teresa

O 1º Batalhão de Polícia Militar iniciou na semana passada um projeto-piloto no bairro Santa Teresa que poderá servir de modelo de policiamento, inclusive em áreas hoje assistidas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em função do relevo e topografia semelhantes. Trata-se do policiamento preventivo em áreas onde é registrada maior incidência de pequenos delitos utilizando carros elétricos. Além de ampliar o perímetro de ação dos militares que faziam o policiamento a pé, permite também maior mobilidade.

O projeto experimental abrange um trecho de aproximadamente 500 metros de extensão da Rua Joaquim Murtinho, desde a escadaria da Rua Francisco Moratori e o acesso ao Alto de Santa Teresa até o primeiro ponto do bondinho de Santa Teresa logo após a passagem pelos Arcos da Lapa e ladeiras próximas, como a conhecida Escadaria do Convento.

– De certa forma, o carro elétrico mistura características do policiamento a pé, marcado pela maior presença do policial, e motorizado, que se caracteriza pela dinâmica e maior mobilidade – explica o tenente coronel Cezar Augusto Tanner, comandante do 1° BPM, lembrando que o policiamento a pé, normalmente em duplas, é uma referência mais forte para a população e com o projeto-piloto se associa à maior mobilidade e abrangência proporcionada pelo veículo elétrico.

O tenente coronel Cezar Tanner explicou que o policiamento motorizado com carro elétrico atende uma área de Santa Teresa onde se constatou que havia um número considerável de roubos a transeuntes e invasão de residências. Ele citou como exemplo a área de acesso direto ao Alto de Santa Teresa pela Rua Riachuelo, com muita população de rua e incidência grande de pequenos roubos, que não chegam a ser delitos com mão armada, mas por vezes com o uso de facas e cacos de garrafa.

– Esse tipo de criminalidade estava muito grande na Joaquim Murtinho. Embora ainda não tenhamos como mensurar o resultado desses primeiros dias de operação, com certeza, a simples presença e mobilização policial na região já contribuíram para a pacificação neste setor de Santa Teresa – confia o tenente coronel.

Essa primeira experiência de policiamento com veículo elétrico em bairros com relevo de difícil mobilidade foi bem recebida pelo comandante do 1° BPM, que defende a ampliação do serviço a outras áreas de Santa Teresa.

– Enquanto o policiamento a pé é restrito pelas limitações de deslocamento, o motorizado não tem essa limitação. O carro elétrico une um pouco das características positivas dos dois: faz o policial mais presente junto à população e, ao mesmo tempo, dá mais mobilidade a ele. A principal característica do bairro é o relevo desgastante para aquele militar que faz policiamento a pé: o carro elétrico é perfeito para reverter isso e, ao mesmo tempo, estar próximo das pessoas – explicou.

O comandante afirmou em recente reunião com representantes do Conselho Comunitário do bairro que algumas medidas já estão sendo tomadas para que outros problemas, como a falta de iluminação, a alta velocidade dos ônibus que circulam pelas ruas de Santa Teresa e a recusa de taxistas em atender os moradores locais sejam solucionados. Cezar Tenner citou também as obras de infraestrutura na 1ª Companhia Integrada, previstas para serem concluídas nos próximos dias, que passará a atuar mais rapidamente nas ocorrências.

Além de Santa Teresa onde cerca de 100 militares em escala de plantão fazem o policiamento do bairro, o 1° Batalhão de Polícia Militar abrange ainda Estácio, Rio Comprido, Catumbi e Cidade Nova, onde trabalha um efetivo de 270 policiais militares.

Fonte: Governo do Rio