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Caso empresário morto na Barra pela esposa

O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 16ª DP (Barra da Tijuca), afirmou, ontem (17/06), que vai pedir a prisão preventiva de Alessandra Ramalho D’Ávila Nunes, suspeita pela morte de seu marido, o empresário Renato Biasotto. Ele foi morto a facadas num prédio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no último sábado (13/06).
Segundo a polícia, a prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco, salvo nos casos de crime considerado hediondo, quando o prazo sobe para 30 dias prorrogáveis. No caso da prisão preventiva, não há tempo limite. E para que ela seja decretada, são necessários indícios suficientes de autoria de um crime.
Mais cedo, o Ministério Público do Rio opinou contrariamente ao pedido de revogação da prisão temporária de Alessandra. O MP entendeu ser necessária a prisão temporária da suspeita, que está foragida.
Na última terça-feira (16), o juiz Sidney Rosa, titular da 3ª Vara Criminal da capital, havia determinado que o pedido de revogação da prisão de Alessandra fosse encaminhado, primeiramente, ao Ministério Público estadual para análise. Somente após o parecer do MP o juiz decidiria se mantém a prisão ou atende ao pedido da defesa.
A prisão temporária de Alessandra, pelo período de cinco dias, foi decretada no mesmo dia do crime, pela juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, durante o plantão judiciário. O pedido foi formulado pela 16ª DP (Barra), que investiga o crime. Após o plantão, cópias do inquérito foram distribuídas para a 3ª Vara Criminal, que tem competência de Tribunal do Júri. A defesa alega que a dupla nacionalidade de Alessandra, nascida nos Estados Unidos, não é motivo para a decretação da prisão.

Viúva não se entregará

O advogado Mário de Oliveira Júnior afirmou que Alessandra não será encontrada pela polícia e não se entregará enquanto seu mandado de prisão não for revogado.
Alessandra admitiu, por meio de seu advogado, ter matado o marido depois de uma violenta discussão. Segundo Oliveira, ela foi agredida pelo marido e o esfaqueou em legítima defesa, para que ele não agredisse o filho do casal, de 5 anos.
– Este pedido de prisão é ridículo. Não acredito que ela será localizada (pela polícia). Ela está num lugar seguro e não vai ser presa. Esse pedido é um absurdo e não se sustenta. Ela é uma delinquente ocasional – disse o advogado, informando que Alessandra não se apresentará enquanto não conseguir revogar o pedido de prisão.
O delegado Nogueira Pinto classificou de infelizes as declarações do advogado, que, segundo ele, no afã de defender a cliente, acabou se excedendo nos comentários e desafiou a polícia, duvidando de que Alessandra possa ser presa.
– Foi uma declaração infeliz, de um advogado de outro estado, que não conhece a polícia do Rio. Pode demorar uma semana, um mês ou um ano, mas vamos capturá-la. Creio que ele exagerou no afã de desenvolver uma boa defesa. Mas que não quis menosprezar as autoridades policiais – disse o delegado.
A procura por Alessandra foi intensificada principalmente em São Paulo, onde mora a família da suspeita. O Disque-Denúncia divulgou um cartaz com a foto de Alessandra. Policiais de outros estados também estão tentando localizar a foragida.

Fonte: Da redação