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Com mais de 400 cirurgias, Hospital Melchiades Calazans é referência em cirurgias de varizes no estado

O serviço de cirurgia vascular do Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans (HEVMC), em Nilópolis, na Baixada Fluminense, completa quatro anos em abril. Neste período foram realizadas mais de 400 operações de varizes, doença que, ao contrário do que se imagina, não atinge apenas mulheres. Homens também podem ser afetados e a enfermidade pode evoluir para quadros mais graves, se não for corretamente tratada nos estágios iniciais.

 

 

– Usamos uma técnica de cirurgia menos invasiva, que deixa marcas menores e diminui o tempo de recuperação. A operação leva aproximadamente uma hora. Varizes não têm cura definitiva, mas o tratamento ajuda a atenuar os problemas causados por ela. A incidência é maior em mulheres por questões hormonais e cerca de 90% dos casos tem causa hereditária ou são agravados por profissões que obrigam o trabalhador a ficar em pé ou sentado por longos períodos. Mas os homens não podem se descuidar – revelou a angiologista Nycole Magalhães.

 

 

Alívio depois de 30 anos

Um dos casos de varizes mais graves já tratados pelo HEVMC, acometeu um homem: Renêe do Nascimento, de 46 anos. Ele lida com as varizes desde a adolescência e durante quase 30 anos passou por vários tratamentos em outros hospitais, inclusive particulares, sem sucesso.

 

 

– Fiz a safenectomia, que é a retirada da veia superficial. Mas não amenizou o problema. Eu sentia dores fortes, tinha feridas abertas na perna esquerda. Não sabia o que era usar bermuda ou ir à praia. Estava sempre cansado, com inchaço nos pés e não conseguia trabalhar direito. Cheguei a pedir para amputarem a minha perna – contou o cabeleireiro Renêe.

 

 

O tratamento no hospital de Nilópolis lhe permitiu recuperar não só a saúde e a aparência física, como também a autoestima para trabalhar e se divertir sem constrangimentos.

 

 

– Fui encaminhado para o Melchiades Calazans por uma clínica. Retirei as últimas duas safenas e o restante das varizes aqui no hospital. Depois da cirurgia, a ferida fechou em duas semanas. Achei que isso nunca ia acontecer. Cheguei com a autoestima baixa. Agora é só alegria. Consigo trabalhar tranquilo. O atendimento no HEVMC mudou minha vida para muito melhor. Recomendo a todos que precisam que façam a cirurgia – dá a dica.

 

 

Possíveis complicações de varizes

Segundo Nycole, as varizes, quando não tratadas devidamente, podem evoluir para úlcera varicosa, uma complicação que atinge até 2% da população adulta com o problema.

 

– A gente acaba sendo um pouco psicóloga. Temos que acalmar pessoas que chegam desesperadas, pensando que vão ser amputadas. Renêe é testemunha e a prova de que todo o nosso esforço vale a pena. Ajudar as pessoas a recuperar a dignidade e a qualidade de vida não tem preço. Trabalho também em outros lugares, mas nenhum deles tem a estrutura para esse tipo de tratamento que temos aqui no HEVMC – resume a medica.

 

De acordo com ela, o procedimento serve para diminuir o risco de trombose e minimizar o risco de morte por embolia pulmonar. O cronograma a seguir entre a cirurgia e a recuperação é simples:

 

 

– Primeiro o paciente deve procurar a secretaria de saúde do seu município. Para que esta secretaria faça contato através do Núcleo Interno de Regulação. Quando chega aqui, passa por mais duas avaliações: a clínica e a do ambulatório de anestesiologia, para que seja feita análise de risco. O paciente recebe alta e sai andando do hospital em até dois dias depois da operação. A recuperação é feita em casa, com repouso de uma semana. Em até duas semanas o paciente deve retornar para revisão e é liberado para trabalhar. Não é necessário sequer entrar em licença pelo INSS – detalhou Joé Sestello, diretor da unidade.

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Assessoria de Comunicação | Secretaria de Estado de Saúde

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