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Começa a campanha de vacinação contra a gripe

 

 

 

 

A população carcerária é mais um grupo inserido na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, lançada neste sábado (5/5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na Clínica da Família Otto Alves de Carvalho, em Jacarepaguá. A imunização – que vai até 25 de maio – tem como público-alvo idosos a partir de 60 anos, crianças de seis a 23 meses, gestantes, indígenas e profissionais de saúde.

 

A vacina protege contra os três principais vírus influenza que circulam no Hemisfério Sul, entre eles o A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de segura, não é recomendada a pessoas com histórico de alergia grave relacionada à ingestão de ovos e seus derivados ou que tenham apresentado reação a doses anteriores sem a autorização prévia de um médico.

 

A meta no estado é vacinar 80% do público-alvo, cerca de 2,4 milhões de pessoas, incluindo a população prisional. Para isso, o Ministério da Saúde reservou um lote com aproximadamente 500 mil doses. Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Hellen Miyamoto, a Secretaria de Saúde firmou uma parceria com a prefeitura para fazer ações pontuais em presídios.

 

– Desenvolvemos um cronograma em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para vacinar os presos e estamos atuando em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária para facilitar a entrada das equipes e fazer o cadastro dos detentos. A ideia é imunizar, além dos profissionais que atuam nas unidades prisionais, pelo menos 80% dos detentos, o que representa mais de 20 mil pessoas – afirmou.

 

A escolha do Rio de Janeiro, de acordo com Padilha, se deve ao fato de o Estado apresentar a maior proporção de idosos do País, grupo prioritário para a vacinação. Neste sábado, Dia D de Mobilização, foram disponibilizados 65 mil locais. Mas a população pode recorrer a postos e unidades de saúde ao longo da campanha. O Ministério da Saúde reservou 30 milhões de doses da vacina, apesar de a meta ser mais modesta: atingir 24 milhões de brasileiros.

 

– Nosso foco é aumentar o número de gestantes e crianças imunizadas e ampliar a distribuição do único medicamento contra a influenza, o ozeltamivir (tamiflu), como foi feito em 2011. Esse esforço garantiu a redução de 66% dos óbitos pelo vírus H1N1 e 44% as internações em casos graves. Todos os idosos, grávidas e crianças menores de dois anos devem ser imunizados, pois se encaixam no grupo que tem maior risco de internação ou óbito. A avaliação que fazemos é que, ao vacinar esse grupo, estamos protegendo o conjunto da sociedade, quebrando a cadeia de transmissão da doença – disse o ministro.

 

O radialista aposentado Paulo Gouveia Lobão, 80 anos, foi ao posto com um grupo de idosos atendidos pelo Retiro dos Artistas e garantiu que há mais de 10 anos não sabe o que é gripe.

 

– Tomo a vacina desde os 65 anos e para mim funciona muito bem. Nunca tive reação e é raro até ficar resfriado, nem lembro quando foi a última vez em que estive gripado – contou.

 

Depois de saber que a vacina não causa efeitos colaterais, a gestante Edjane Freitas, 30 anos, ficou mais tranquila e recebeu a dose das mãos do próprio ministro Alexandre Padilha.

 

– É uma proteção para mim e para o bebê. Acho importante porque agora nós dois estamos protegidos contra a doença. E vai evitar que ele tenha problemas respiratórios quando nascer – disse.

 

A doméstica Maria de Fátima Gomes, 20, já tinha costume de vacinar a filha Maria Herlen, de quatro anos, e hoje levou o filho Francisco Wellington, de seis meses.

 

– É melhor prevenir. Como ele é muito pequeno, quero evitar que ele fique doente – esclareceu.

 

Aproximadamente 4.200 postos municipais de saúde, entre fixos e volantes, estarão disponíveis para imunizar a população. Em todo o estado, 25 mil profissionais e 2.800 veículos serão mobilizados para a campanha.