Início Plantão Brasil Condenados pela morte de Stang são beneficiados

Condenados pela morte de Stang são beneficiados

Condenados pela morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, Rayfran das Neves, Amair Feijoli e Clodoaldo Batista vão passar a Páscoa com a família. Eles foram beneficiados com a saída temporária concedida a 500 presos no sistema prisional do Pará e devem retornar para a prisão na segunda-feira (5).

Para ser beneficiado com a saída temporária, é preciso ter bom comportamento, estar no regime aberto ou semiaberto e ter cumprido um sexto da pena. Clodoaldo Batista cumpre pena de 17 anos, enquanto Amair Feijoli da Cunha, o Tato, foi condenado a 18 anos por intermediar o crime. Já Rayfran das Neves Sales, réu confesso do crime, foi condenado a 28 anos de prisão. Como estão presos desde 2005, já cumpriram o período necessário para desfrutar do benefício.

Acusado de ser o mandante do assassinato da missionária, Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, tenta, no Supremo Tribunal Federal (STF), adiar o julgamento marcado para quarta-feira (31).
Vitalmiro foi, em princípio, condenado a 30 anos de prisão pelo Tribunal do Júri. Mas, em um segundo julgamento, em 6 de maio de 2008, foi inocentado, mediante uso de provas ilícitas. Por um recurso ao Tribunal de Justiça do Pará, a Corte estadual anulou a sentença do segundo júri por contrariedade às provas do processo e determinou que Bida respondesse ao processo criminal preso. Ele entrou com habeas corpus no STJ e conseguiu, por meio de liminar, a liberdade, mas a decisão foi cassada no julgamento do mérito. Atualmente, Bida encontra-se preso.
O julgamento do pedido de habeas corpus – que pede o adiamento do júri e a soltura de Bida – está com o ministro Cezar Peluso. Ele o remeteu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que deverá prestar informações ao Supremo sobre a decisão de cassar a liberdade de Vitalmiro, determinada pela Justiça do Pará.

 

Fonte: Agência Brasil