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Conselhos Comunitários ampliam diálogo da sociedade civil com polícias

Diplomas-conselhos-comunitariosO Instituto de Segurança Pública (ISP) entregou, nesta terça-feira (27/08), 22 diplomas aos membros de novas diretorias dos Conselhos Comunitários de Segurança (CCSs) que foram eleitos no final de 2012 e início de 2013. A cerimônia teve o objetivo de formalizar a atuação dos representantes e estabelecer a troca de informações entre os conselheiros de diversas regiões do estado. O Rio de Janeiro tem atualmente 65 CCSs em funcionamento em 46 municípios. Estes conselhos comunitários realizam reuniões mensais para discutir soluções para questões que envolvem a segurança pública nãos âmbitos municipal e estadual. Cabe à Coordenadoria dos Conselhos Comunitários de Segurança, unidade subordinada ao Instituto de Segurança Pública (ISP), autarquia vinculada à Secretaria de Segurança Pública, estimular o funcionamento de novos CCSs, fortalecer os já existentes e acompanhar as atividades dos núcleos para ampliar o diálogo da população com as polícias militar e civil.

Dois novos conselhos foram criados este ano: Queimados e Japeri. Cada CCS é composto por uma diretoria mínima de cinco representantes voluntários da sociedade civil e membros natos (comandantes de batalhões e delegados titulares das áreas de atuação).

– O conselho comunitário é um elemento que faz a ligação entre os anseios da sociedade local, daquele bairro e o Estado, por meio do Instituto de Segurança Pública. Tudo o que é discutido nestas reuniões é repassado ao ISP e chega ao secretário. Temos este olhar específico de todos os cantos do estado do Rio e a partir daí procuramos atender às demandas. Este é o espelho que temos, é a voz da sociedade canalizada para as autoridades. Isso é fundamental e absolutamente necessário – afirmou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

Presidente do novo Conselho Comunitário de Segurança de Queimados (Área Integrada de Segurança – AISP 24), Alessandra Montalto, vai organizar junto com os diretores do CCS reuniões itinerantes para ouvir as demandas locais. O Conselho começou a funcionar no mês de julho.

– Nosso CCS é novíssimo em Queimados, posso me considerar fundadora. Abrimos o núcleo e já em julho fizemos uma reunião junto com o comandante do 24°BPM. Precisamos dos órgãos policiais e eles precisam da população. É muito difícil que o povo consiga chegar ao comandante, ao delegado, ao secretário de Segurança para falar das necessidades. Este conselho cumpre este importante papel – disse.

Para a presidente do Conselho Comunitário de Segurança (AISP 23) que compreende os bairros do Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Gávea, Lagoa, São Conrado, Rocinha e Vidigal, Maria José Berto, a participação da população é fundamental para trazer melhorias para as cidades e bairros.

– Temos um contato muito democrático e amistoso nestes encontros. Devemos participar para podermos melhorar o lugar onde vivemos. Somos cidadãos e fiscais da nossa cidade e do nosso bairro. Esta é uma questão de civilidade, de cidadania.

Comandante do 36º BPM, de Santo Antônio de Pádua, o tenente coronel Ricardo Borges vê os núcleos como uma forma de obter resultados melhores no policiamento.

– Nosso trabalho tem apresentado bons resultados com o apoio e a participação dos moradores nos conselhos. Temos, por exemplo, a participação neste conselho de moradores das áreas rurais. Aumentamos o policiamento nestas localidades a partir de uma demanda verificada nas reuniões – afirmou Borges.

Segundo a coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança, Claudia Moraes, as reuniões têm sido muito positivas:

– Nossos conselhos têm funcionado bem, criando espaços de diálogo das polícias com a sociedade civil e demais órgãos relacionados direta e indiretamente com a segurança em nível local – afirmou Claudia Moraes.

 

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