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Cônsul brasileiro sai da embaixada de Honduras

O ministro-conselheiro de Negócios do Brasil em Honduras, Francisco Catunda, saiu prédio da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após cinco dias em que ficou sitiado depois que o presidente deposto, Manuel Zelaya, abrigou-se no local.
 
 
Segundo Catunda, “é um verdadeiro absurdo o que acontece na capital de Honduras”. 
–  Impuseram inúmeras dificuldades para a minha saída com a desculpa de que isso é para garantir a segurança da embaixada e do presidente deposto Manuel Zelaya, mas no fundo não é nada disso, afirmou aos jornalistas que estão a cerca de 20 metros do prédio e impedidos de entrar pelos militares hondurenhos.
 
 
O diplomata brasileiro confirmou que ontem (25) foi lançado dentro embaixada algum tipo de substância que causou mal-estar e irritação nas pessoas, inclusive, em um funcionário brasileiro.
Catunda admitiu que é muito difícil controlar todos os movimentos dos apoiadores de Zelaya que ocupam a embaixada neste momento. Ele assegurou, no entanto, que jamais perdeu o controle, porém é inevitável que o próprio Manuel Zelaya converse pelo telefone com os políticos e integrantes da resistência ao governo golpista.
 
 
No lugar de Catunda, o representante brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA), Lineu Pupo de Paula, entrou na embaixada e será o responsável pelo prédio e pelos seus ocupantes durante o fim de semana. Segundo Pupo de Paula, será feito o máximo possível para garantir a tranquilidade no local.
 
 
Os militares hondurenhos permanecem irredutíveis sobre a entrada de jornalistas brasileiros na embaixada. O comando militar alega que só autorizaria a movimentação da imprensa do Brasil caso houvesse um pedido formal do Ministério de Relações Exteriores. No entanto, por determinação do ministro Celso Amorim, não há comunicação em qualquer hipótese com o governo golpista.
 
 
Centenas de manifestantes estão agora em frente à embaixada pedindo o fim do cerco militar e a restituição de Zelaya ao poder. O presidente interino, Roberto Michelleti, no entanto, já descartou ontem (26) em entrevista à imprensa brasileira qualquer negociação que determine o retorno do presidente deposto ao poder, ou mesmo o fim do cerco à Embaixada do Brasil.

Fonte: Agência Brasil