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Covid-19: mexicanos temem saques em meio a assaltos e mensagens online

Dez pessoas foram presas tentando roubar lojas

Os mexicanos estavam temerosos de que as medidas para conter o surto de coronavírus levem a saques generalizados na quarta-feira (25) depois que criminosos roubaram lojas fechadas e publicaram apelos nas redes sociais para que as pessoas saquem estabelecimentos comerciais.

Na noite de terça-feira, a polícia da Cidade do México prendeu dez pessoas que tentaram roubar lojas de quatro bairros, disse o Ministério da Segurança da cidade em um comunicado.

As autoridades vêm tentando convencer os moradores de que não se trata do início de uma onda de saques, dizendo que o suprimento de comida e remédios está garantido.

A prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, disse em uma coletiva de imprensa ontem,  que as autoridades estão realizando uma “vigilância permanente das redes sociais caso haja qualquer apelo” a saques e explicou que os ladrões que visam lojas para roubar televisores e semelhantes “não têm nada a ver” com a pobreza.

Isso não bastou para apaziguar os temores de alguns lojistas, já que criminosos organizaram assaltos pelas redes sociais e por aplicativos de troca de mensagens como WhatsApp.

“No meio desta pandemia no México, é incrível que as pessoas ainda estejam organizando saques”, disse um lojista do populoso Estado do México, que faz divisa com a capital Cidade do México, na internet.

“Peço às autoridades que continuem vigilantes, porque muitos donos de negócios estão com medo de ser atacados por saqueadores.”

O Ministério da Segurança Pública do Estado do México disse que na terça-feira detectou 29 contas de Facebook incitando moradores a saquear lojas que fecharam por causa da pandemia.

No México, o surto já infectou 475 pessoas e matou seis, levando o governo federal a suspender todas as atividades não essenciais a partir desta quinta-feira.

A chefe do Ministério da Segurança Pública do Estado do México, Maribel Cervantes, disse à rede de televisão local Milenio que a autoridade está se coordenando com a Antad, a associação de varejistas do país, para reforçar a segurança.

Em Quintana Roo, Estado do sudeste que abriga o polo turístico de Cancún, o chefe da polícia, Alberto Capella, usou o Twitter para alertar os supostos saqueadores que estão tramando pelo WhatsApp que as autoridades estão a par de seu esquema.

“Estamos observando vocês, assim como os outros membros de sua conversa de WhatsApp. Depois de identificá-los, acusaremos vocês”, disse Capella, direcionando sua mensagem ao administrador do grupo.