Início Plantão Rio ‘Depoimentos para a posteridade’ recebe o ex-ministro Gilberto Gil

‘Depoimentos para a posteridade’ recebe o ex-ministro Gilberto Gil

 

O Museu da Imagem e do Som chega ao sétimo depoimento do ano da série “Depoimentos para a Posteridade” com um entrevistado especial: o cantor e compositor Gilberto Gil. Prestes a completar 70 anos no mês de junho, o artista conhecido por sucessos como Expresso 2222 e Aquele Abraço participou da série dedicada a registrar a história oral de personalidades da cultura brasileira, nesta quarta-feira. Com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo de artistas importantes da música, da literatura, do cinema e das artes plásticas, a série, lançada na década de 60, é um dos projetos mais importantes do museu que terá, em breve, nova sede em Copacabana.

Presente no depoimento do ex-ministro da Cultura, a secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, falou sobre a relevância dos depoimentos denominados por ela como sendo “o coração do MIS”.

 

– Esta série é realmente um tesouro que temos guardado. Por causa deste projeto temos um acervo muito rico com momentos de grandes pensadores, intelectuais e artistas da cultura do Rio e brasileira. Teremos a oportunidade de mostrá-lo muito bem no novo MIS, em Copacabana, porque este material todo está disponível atualmente somente para pesquisadores, mas poderá ser visto por todo mundo na exposição de historiografia do novo espaço. O Gil é um artista brilhante. Saímos deste depoimento de hoje com a alma lavada – afirmou.

Com duração de mais de quatro horas, a série “Depoimentos para Posteridade” registrou histórias e curiosidades da vida e carreira do artista baiano como a infância em Ituaçu, a influência de João Gilberto, a Tropicália, o primeiro violão – instrumento comprado pela irmã -, o primeiro instrumento – o acordeom -, a faculdade de Administração de Empresas, o encontro com Caetano Veloso, o exílio, os festivais, discos consagrados, casamentos, filhos, além do período em que o cantor e compositor esteve no cargo de ministro da Cultura.

– Recordar tem várias vantagens, já passou, se foi ferida já curou, se foi prazer já desvaneceu, enfim, recordar é mais do que viver, é viver duas vezes. É viver na perspectiva do então, do agora e no depois. Já houve muito futuro depois daquilo. Tanta coisa já foi futuro depois daquilo até agora. Já vivemos a filtragem do passado. Gostei muito, me emocionei umas duas ou três vezes, pelo menos – disse o artista que foi entrevistado pelo antropólogo Hermano Vianna, o compositor e cantor, Jorge Mautner; o escritor Carlos Rennó, e o produtor musical, Marcelo Fróes, sob a coordenação da presidente do MIS, Rosa Maria Araujo.

O próximo entrevistado da série será o cantor e compositor Paulinho da Viola.

 

Fonte: Governo do Rio