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Dia da mata atlântica é celebrado no parque da serra da concórdia

O Dia da Mata Atlântica, neste domingo (27/5), tem motivo bastante para ser celebrado na Região do Vale do Paraíba. O Programa Cílios nos Olhos D’Água, Renasce o Verde, patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Ambiental, obteve resultados consideráveis no último ano. Foram recuperados 50 hectares de cobertura vegetal, com o plantio de 60 mil mudas de espécies da mata nativa e ciliar, nos parques estadual da Serra da Concórdia, sob gestão do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e Municipal do Açude da Concórdia, no município de Valença, ambos inseridos na Mata Atlântica, patrimônio natural brasileiro.

Na sexta-feira, alunos da Escola Municipal Maria da Glória Giffoni, voluntários no plano de recuperação ambiental da região, participaram de mais uma etapa de plantio, cuja meta é plantar 110 mil mudas até o final do ano. A região do Vale do Paraíba sofreu prolongado processo de degradação desde a decadência dos Ciclos do Café e da Pecuária e registra um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.

O programa Cílios nos Olhos D’Água, executado pelo Instituto Ipanema, Organização Não Governamental voltada para o desenvolvimento econômico e social sustentados, busca reverter essa condição. Para isso, agrega a geração de empregos verdes e de renda, utilizando mão de obra local no reflorestamento que, inicialmente empregou 65 pessoas nos plantios. Atualmente, 20 pessoas continuam o trabalho de manutenção das espécies em desenvolvimento.

A recuperação ambiental da região visa também à educação ambiental e à inclusão. Os alunos voluntários, todos adolescentes de em média 13 anos, eram considerados problema e, segundo a bióloga Dayse Leite, mobilizadora do programa, melhoraram as notas e o comportamento na escola, desde que passaram a participar do projeto.

Na ação de sexta-feira, a turma recebeu instruções sobre as espécies de plantas, formas de cultivo, e noções de educação ambiental do biólogo Jaime Bastos, coordenador técnico do programa, e do coordenador de campo, Valdemiro Andrade, do Instituto Ipanema. Entre as orientações, os instrutores explicaram porque é utilizado o produto hidrogel no plantio das mudas. Conforme explicaram, o hidrogel mantém a hidratação das plantas por até um mês, em caso de ausência de chuvas, o que é comum acontecer nessa época do ano.

Os alunos aprenderam também porque não se retira toda a vegetação do entorno das áreas de berço – os técnicos não utilizam o termo cova, que remete à morte e não à retomada da vida, objeto do programa. De acordo com os instrutores, as espécies são parte da recuperação natural das áreas degradadas e devem, por isso, ser mantidas.

Os dois parques incluem diversas Áreas de Proteção Ambiental (APA) e de Preservação Permanente (APP), incluindo margens de rios, cumes de montanhas e encostas íngremes. Os técnicos explicaram ainda a importância da recomposição vegetal dessas áreas, contribui efetivamente para a para a conservação de nascentes, de modo a garantir água potável e em quantidade para fins de abastecimento.

 

 

A agenda ainda teve a participação da chefe do Parque Estadual da Serra da Concórdia, Lucila Spolidoro, e foi encerrada com o plantio de mudas de plantas pioneiras, como a aroeira, que tem ciclos mais curtos de desenvolvimento, são mais resistentes e próprias para recuperação de áreas degradadas; e ainda com um passeio pela região reflorestada e um piquenique.

HISTÓRICO

O Rio Paraíba do Sul, é um dos principais do Estado, sobretudo em importância. Provém do manancial 80% do abastecimento da água que abastece a Região Metropolitana do Rio, sendo, portanto, beneficiado diretamente pela preservação das áreas dos dois parques.

 

 

A recomposição das matas nativa e ciliar do Vale do Paraíba visa ainda à criação de corredores ecológicos entre as áreas protegidas no Parque Estadual da Serra da Concórdia e o Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia.

 

 

A degradação ambiental da região do Médio Paraíba, além da decadência econômica, está relacionada à urbanização desordenada. A abrangência do programa contempla a mitigação desse processo ao delimitar Áreas de Preservação Ambiental e Permanentes.

 

 

Desta forma, está também em linha com os objetivos do milênio apontados pela Organização das Nações Unidas (ONU) que são a erradicação da fome e da pobreza extrema, a partir da inclusão social, da geração de emprego e de renda associados ao desenvolvimento sustentado.

 

Fonte: Governo do Rio