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Ecobarreira livra Canal de Sernambetiba de gigogas

  Excesso de produção de gigogas e proliferação de mosquitos no Canal de Sernambetiba, dois problemas que atormentam os moradores do final do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, estão com os dias contados. A partir de agora, uma ecobarreira, vai reter as plantas aquáticas que poluem as praias da área – Pontal, Macumba e Prainha. Quanto aos mosquitos, eles praticamente vão sumir com a retirada das gigogas da água.

O trabalho de limpeza do canal será financiado pela Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj) e executado pela Federação das Cooperativas de Catadores de Material Reciclável do Estado do Rio de Janeiro (Febracom), com supervisão do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente.

– A produção excessiva de gigogas no Canal de Sernambetiba ocorre por conta da poluição da água, que recebe muito esgoto diariamente. Nesta região, não há sistema de esgotamento sanitário e, para complicar, existe uma ocupação desordenada dos espaços. Por isso, as moradias jogam esgoto diretamente nos canais – explicou a secretária do Ambiente.

A ecobarreira fica embaixo da ponte sobre o canal. A principal função será reter as gigogas que, por absorver materiais poluentes da água, se reproduzem com rapidez e em quantidade. Mesmo aparentemente limpando o canal ao alimentar-se do esgoto, as plantas, na verdade, cumprem papel poluidor, ao apodrecer, assoreando o canal e as praias.

Confeccionada com engradados de garrafas pet e com 40 metros de extensão, a ecobarreira foi custeada com recursos de compensação ambiental da Light, no valor de R$ 144 mil, pelo uso da Faixa Marginal de Proteção (FMP) de três rios da Bacia Hidrográfica da Região Metropolitana e revertida para a construção do equipamento e para a compra de uma embarcação.

Falando para uma pequena plateia de crianças das comunidades das Tachas e da Cidade de Deus, a secretária pediu a colaboração dos moradores para que evitem despejo de lixo nas lagoas e canais, outro ingrediente poluidor dos corpos hídricos na região, bem como em toda a cidade e em todo o Estado do Rio. Enquanto não acaba o despejo de lixo nos canais e rios, as ecobarreiras são necessárias, segundo Marilene Ramos.

– É uma forma de segurar lixo flutuante e gigogas que, de outra forma, iriam poluir ainda mais os espelhos d´água do sistema lagunar de Jacarepaguá e Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara. É um trabalho incessante – justificou Marilene Ramos.

As ecobarreiras da Barra e de Jacarepaguá também retêm basicamente gigogas, devido ao excessivo despejo de esgoto no sistema lagunar e nos canais da região. Só em junho, foram mais de 516 toneladas de material retidas e retiradas dos espelhos d´água.

O governo do estado já instalou nove ecobarreiras – quatro no complexo lagunar de Jacarepaguá e cinco em canais e rios que deságuam na Baía da Guanabara – e dois ecopontos – um em Volta Redonda, na Região do Médio Paraíba, e outro em Macaé, na Região Norte Fluminense. Segundo Luiz Firmino, presidente do Inea, órgão responsável pela instalação e fiscalização das ecobarreiras, a meta é fechar 2009 com 13 ecobarreiras inauguradas.

– Cada vez que a gente instala uma ecobarreira é uma alegria, por saber que ela vai ajudar a diminuir a poluição de canais, rios e lagoas. Mas, a alegria maior será quando a gente puder retirá-las de funcionamento porque não estamos mais poluindo nossos corpos hídricos – ressaltou Firmino.

A solenidade foi animada por um conjunto de samba da Comlurb e, ao final, um grupo de teatro amador do Inea, ligado ao programa Rio Ama os Rios, fez uma encenação sobre a maneira adequada de tratar o lixo doméstico.

A ecobarreira está localizada próximo ao Recreio Shopping, foto do local ao lado.

Fonte: Governo do Estado RJ