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Empresas apoiam vacinação contra gripe A

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocou nesta terça-feira (9) empresários dos setores privado e público para ajudarem a divulgar a estratégia nacional de vacinação contra a Gripe A (H1N1).

O encontro em Brasília reuniu 120 representantes de 87 empresas públicas e privadas de áreas diversas – alimentos (Sadia, MC Donalds, Carrefour, Coca-Cola, Danone), telefonia (Oi, Claro, TIM, Vivo), instituições financeiras (Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco), entre outros.

Além de disseminar informações, distribuindo materiais de esclarecimento sobre a gripe aos seus funcionários, os parceiros da Saúde podem auxiliar na organização da própria vacinação.  Uma das sugestões feitas pelo ministro Temporão às empresas e instituições foi que articulassem, com a ajuda das secretarias de saúde, a visita escalonada de seus funcionários que pertencem aos públicos-alvo aos postos de saúde.

Com isso, as organizações garantem a imunização de seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, evitam o aumento das faltas no trabalho.

“Agradeço profundamente os representantes das empresas aqui reunidas e tenho a certeza que vocês vão fazer diferença nesse processo de divulgação da estratégia de vacinação contra a gripe pandêmica”, ressaltou o ministro. Temporão lembrou que a campanha será um desafio, porque será preciso vacinar 91 milhões de pessoas em três meses. “Vamos proteger grupos diversificados. Toda a família brasileira terá uma pessoa vacinada”, disse o ministro.

Cada representante empresarial recebeu um kit com folder informativo destacando a importância da participação das empresas, CD com as peças da campanha e adesivos. O secretário de comunicação do Ministério da Saúde, Marcier Trombiere, apresentou aos empresários o material de divulgação da campanha para uso livre das organizações. Mostrou exemplos bem sucedidos de parcerias entre governo e setor empresarial na divulgação de outras ações de saúde, tais como a do combate à dengue.

“Essas parcerias são constantes desde 2007. A divulgação com o setor empresarial é uma forma de convocar as pessoas e organizar as demandas de vacinação para os postos de saúde. Queremos que esse calendário de vacinação esteja em todos os lugares”, declarou Trombiere.

Os empresários também conheceram a estratégia de enfrentamento da segunda onda da gripe A, com datas de vacinação e grupos prioritários. A campanha foi apresentada pelo secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, que lembrou a parceria entre o Ministério da Saúde e as empresas na vacinação contra a rubéola, que imunizou 67,2 milhões de pessoas – a maior mobilização já realizada no mundo até então. A gripe A poderá bater esse recorde, com público-alvo de 91 milhões de pessoas.

 “O brasileiro é muito criativo. Em outras campanhas, em determinado estado, a secretaria municipal de saúde treinou as equipes de saúde dos ambulatórios das empresas”, exemplificou Penna. “Só a capilizarização que uma organização pode fazer de uma simples frase estimulando no contra-cheque ou no site da empresa alerta o funcionário e o seu trabalhador”, reforçou o secretário.
 
PESQUISA – O ministro Temporão divulgou ainda pesquisa realizada com 1,3 mil pessoas de 352 cidades brasileiras.  Ao todo, 71% responderam acreditar na eficácia da vacina contra a gripe A (H1N1); 83% afirmaram não ter medo da vacina e 84% disseram que gostariam de ser imunizado. A pesquisa indagou ainda sobre a qualidade das informações divulgadas na campanha. De uma nota de 0 a 10, a média de avaliação ficou em 8,56.

O estudo também constatou que 64% dos entrevistados sabem que haverá uma grande campanha de vacinação contra a gripe pandêmica. Temporão alertou para a necessidade de mais pessoas estarem cientes da vacinação. Para isso, conta com a divulgação maciça para a sociedade brasileira.

Temporão destacou ainda a capacidade e a tecnologia brasileira desenvolvidas nos últimos 35 anos para vacinação contra doenças. “Desenvolvemos uma tecnologia que não é expressa em prédios ou em equipamentos”, afirmou. A partir dos anos 1970, disse o ministro, praticamente todos os países da América Latina fecharam suas fábricas de produção de imunobiológicos. “O Brasil fez exatamente o contrário. Criamos um programa de auto-suficiência, fortalecemos o Instituto Butantã, o Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, e hoje somos auto-suficientes da maior parte de vacinas para proteção dos brasileiros”, lembrou.

Fonte: Assessoria