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Escolas de vôlei levam inclusão social a áreas pacificadas

O sonho de se tornar ídolo das quadras de vôlei ficou mais próximo para 720 crianças de 7 a 13 anos de cinco comunidades pacificadas. Borel, Mineira, Prazeres, São João e Mangueira ganharam ontem unidades da Escola Social de Vôlei, projeto do Estado em parceria com o grupo EBX.

 

A iniciativa foi lançada na quadra do Morro dos Prazeres/Escondidinho. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a iniciativa é uma ferramenta de inclusão social. As turmas, que seguem a metodologia de ensino da Escola de Vôlei do Bernardinho, serão mais do que times. A ideia é formar futuros cidadãos através do esporte em áreas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).  “Essas parcerias precisam se multiplicar, são ações que geram uma perspectiva diferente para as pessoas. A paz chegou, mas depois dela muita coisa tem que acontecer. É preciso haver uma invasão social nessas comunidades” – afirmou Beltrame.

 

As unidades da Escola Social de Vôlei estão integradas ao Projeto Rio 2016, da Secretaria de Esporte e Lazer, que conta com 700 núcleos em todo o estado. Até o fim deste ano, a expectativa é chegar a mil núcleos e 300 mil beneficiados. Para oferecer esporte de qualidade, o Estado tem firmado parcerias com atletas como Bernardinho e Zico.  “O Rio 2016 passa a se integrar com projetos de atletas para dar uma qualidade ainda maior a algumas atividades”  – disse a secretária de Esporte e Lazer, Marcia Lins.

Boas notas são pré-requisito
No Morro dos Prazeres, onde o projeto já oferece aulas a 144 crianças, os alunos recepcionaram os ídolos do time RJX e da Seleção.
– Quero ser um grande jogador e chegar à Seleção Brasileira. Além do esporte, estou melhorando no colégio, porque para jogar é preciso ter boas notas – disse Allan Silva, de 12 anos, que frequenta a escola duas vezes por semana.

 

Técnico da Seleção Brasileira e idealizador da metodologia empregada nas escolinhas de vôlei, Bernardinho destacou o sucesso de ações em comunidades carentes.  “É um momento de transformação do Rio de Janeiro e não podíamos ficar de fora dessa iniciativa”  – disse Bernardinho.

 

 

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