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Espetáculo homenageia Luiz Gonzaga no picadeiro

“Eu vou mostrar pra vocês/ Como se dança o baião/ E quem quiser aprender/
É favor prestar atenção…” – Os 20 anos de morte de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, serão lembrados em alto estilo pelos jovens artistas da ONG Crescer e Viver, no espetáculo Baião, que tem estreia marcada para o dia 22 de outubro, na lona da ONG, na Praça Onze. Para mostrar ao público um pouco da magia do circo e do baião, em cena, os artistas lançam mão de uma mistura que reúne música, acrobacia, malabares, números aéreos, dramaticidade e, até mesmo o humor dos palhaços.

“A apresentação não segue uma linha cronológica. O roteiro e os números cênico-circenses vão retratar os principais elementos iconográficos da vida e obra do Gonzagão, evidenciando fatos que marcaram a sua carreira artística e trajetória pessoal”, conta Ernesto Piccolo, diretor do espetáculo. Segundo ele, estarão presentes símbolos como a lua, o Nordeste e o forró, além de elementos como céu, terra, ar e água. Picollo, que é ator e diretor de teatro, cinema e televisão, adorou o convite para comandar o espetáculo, ainda mais, pela possibilidade de trabalhar com o circo, uma linguagem até então nova para ele. 

O elenco é formado por 12 jovens, com idade entre 15 e 23 anos, todos eles formados pela escola de circo social do Crescer e Viver. O desafio é grande e enfrentado a cada ensaio, com a superação dos movimentos e o aprimoramento da técnica. A ficha técnica conta ainda com nomes como Rogério Blat, que assina o roteiro e argumento, e Rui Cortez – ganhador do Prêmio Shell, em 2005, pela direção de arte do espetáculo “A incrível confeitaria do Sr. Pellica”. As coreografias acrobáticas contam com a assinatura de dois integrante do Cirque du Soleil: Beto Silva, primeiro artista brasileiro a integrar as produções da companhia circense, e Lurian Duarte, que integra o espetáculo Wintuk.

Provando que talento musical é genético, a composição e a direção musical da montagem de Baião são feitas por Daniel Gonzaga, neto do autor de célebre composição Asa Branca. A inédita trilha sonora do espetáculo fará uma mistura musical entre levadas do baião e alguns traços rítmicos do rock. No entanto, a referência que dá margem ao trabalho é o tradicional ritmo nordestino.

“A própria composição Baião é uma aula de música, mostra o som nordestino e faz toda introdução de ritmos. Pensamos em trazer o universo do Gonzagão para o circo, como se fosse uma entrega do baião ao mundo circense. Agora, como imaginar esse universo, e, ao mesmo tempo dar a ele uma identidade sem usar as próprias canções de Gonzagão? Resolvi, então, misturar o universo dele com o do rock’n roll. Meio Led Zeppelin, meio Luiz Gonzaga, meio guitarra, meio zabumba, mas também com elementos de rock, xote e baião. E nada mais pop que Luiz Gonzaga”, diz Daniel.
 
A influência para que Daniel seguisse no caminho da música, não partiu apenas do avô, ele é filho de Gonzaguinha. No entanto, Daniel afirma que esse contato era tão natural que ele não sentia esse processo acontecendo ao longo dos anos. “Cresci no meio da música, mas apenas hoje vejo que, embora minha família fosse como outra qualquer, tínhamos o contexto musical diferente”, afirma Gonzaga.

A temporada do Baião prevê 30 apresentações na lona do circo. Do total de 15.000 ingressos, 7.500 serão distribuídos gratuitamente para crianças de Ongs e escolas públicas, e os outros 7.500, vendidos a preços populares. O espetáculo conta com o patrocínio da PETROBRAS, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a partir da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Capemisa (Seguradora de Vida e Previdência S/A).

Serviço:
Baião
Curta temporada: de 23/10 a 28/11
Horário: de quinta a sábado, às 20h
Local: a lona da ONG Crescer e Viver (www.crescereviver.org.br), fica na rua Benedito Hipólito, s/n – Praça Onze (em frente à estação do metrô).
Entrada: R$20 (inteira) e R$10 (meia para estudantes, nome na lista amiga da AIB)

Fonte: ONG