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Esquadrão antibomba da Core ganha tecnologia avançada

O Esquadrão Antibomba, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), força de elite da Polícia Civil, localizado em São Cristóvão, se prepara para os grandes eventos internacionais do Rio nos próximos anos. Prestes a se mudar para instalações mais modernas na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, o esquadrão vai adquirir equipamentos com tecnologia avançada e treina a equipe para o manuseio das novas ferramentas.

 

 

Serão adquiridos até as Olimpíadas roupas de antifragmentação; aparelhos de raios-x; robôs antiexplosivos; braços robóticos; bloqueadores de raio de frequência; detectores de traço-explosivos, de radiação, de elementos químicos e de elementos biológicos; canhão disruptor; viaturas customizadas; e reboque para transporte de explosivos.

 

 

– Muitas dessas ferramentas, como o robô e o braço robótico, são importantes para diminuir acidentes, pois os aparelhos “correm” os riscos em lugar do policial na hora de desativar artefatos explosivos de alto poder de destruição – afirmou o inspetor Helisson Mendes Freitas Britto.

 

 

O projeto, orçado em R$ 12 milhões, já foi encaminhado para a Secretaria de Segurança para a aquisição dos equipamentos no mercado exterior, que serão comprados por etapas até 2016. As primeiras ferramentas deverão chegar até o fim do ano. Segundo o chefe do Esquadrão Antibomba, comissário João Valdemar, os últimos investimentos em equipamentos foram feitos há mais de 10 anos.

 

 

– A maior parte do que temos foi doada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública por ocasião dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Um esquadrão antibombas só funciona em qualquer parte do mundo se tiver bons equipamentos. E precisamos estar aparelhados para enfrentar os grandes desafios – projetou o comissário.

 

 

A qualificação dos policiais é outra arma para aumentar a eficiência do esquadrão,que possui hoje um efetivo de 39 policiais e deverá ganhar mais 10 ainda este ano. Segundo Valdemar, 15 profissionais acabaram de fazer o Curso de Aperfeiçoamento em Explosivos, Armadilhas e Desativação (Caed), dado por especialistas da Core, e até o fim do ano serão formados mais 10.

 

 

– Além de aprender as funções básicas de desativação e manuseio de explosivos,precisamos preparar o pessoal para atuar com os novos equipamentos. Hoje em dia fica mais fácil, porque o pessoal jovem está mais sintonizado com as novas tecnologias – afirmou Valdemar.

 

 

O esquadrão tem muito o que fazer. Segundo o comissário, no Rio de Janeiro há uma apreensão média de seis artefatos e explosivos em geral por mês.

 

 

– Não há estado no Brasil que tenha tanta apreensão de explosivos como o Rio de Janeiro, nem São Paulo. No ano passado, foram duas mil unidades de material apreendido – contabilizou o chefe do esquadrão.

 

Fonte: Governo do Rio