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Estado do Rio pede transferência de traficantes

A chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, anunciou na tarde de segunda-feira (20/2), na sede da Polícia Civil, em coletiva à imprensa, que foi solicitada a transferência para presídios federais dos traficantes Paulo Roberto de Souza Paz, o“Mica”,acusado de comandar o tráfico nos morros do Sereno, da Caixa D’ Água, do Caracol, além da comunidade da Chatuba, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, e de Marcílio Cheru, conhecido como “Menor Cheru”, chefe do tráfico na comunidade do Morro de São Carlos.

 

 

Martha Rocha explicou que o traficante Mica foi preso hoje, por volta das 14h, em Maricá, na Região dos Lagos. Ele passava o carnaval na cidade com mais seis homens. Segundo Martha, não houve reação do traficante e nenhum tiro foi disparado. A chefe de Polícia Civil informou ainda que o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, solicitou a transferência do preso para um presídio federal, logo após ter conversado com o governador Sérgio Cabral.

 

– Mais uma prisão que a Polícia Civil faz sem dar um único disparo, uma ação pontual, cirúrgica, objeto único de investigação. O traficante conhecido como Mica tem 12 anotações criminais e oito mandados de prisão pendentes. Ele está saindo daqui direto para o sistema penitenciário e já está sendo providenciada a transferência dele para uma penitenciária federal, isto fo isolicitado ao Tribunal de Justiça hoje – disse Martha, acrescentando que nos últimos 12 meses a Polícia Civil prendeu 23 traficantes e 45 milicianos.

 

Após a ocupação dos Complexos do Alemão e da Penha, Mica foi para a comunidade da Mangueirinha. Segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos, ex-titular da 59º DP(Caxias), Rodrigo Santoro, ele raramente saía da localidade. O próprio traficante revelou ao delegado que decidiu aproveitar o carnaval depois de seis meses de isolamento e que pretendia ir a um bloco carnavalesco fantasiado.

 

Mica ganhou fama depois de organizar um tribunal do tráfico e condenar quatro comparsas que, em novembro de 2005, atearam fogo ao ônibus 350 (Irajá-Pavuna), matando cinco pessoas. Ele executou o quarteto que participou do crime e jogou os corpos perto da antiga DRE (Delegacia de Repressão aEntorpecentes), no Grajaú, a atual DCOD (Delegacia de Combate às Drogas). Na época, ele ainda tentou matar o homem que deu ordem ao ataque, mas Anderson Gonçalves dos Santos, o ‘Lorde’, fugiu.

 

Fonte: Agência Brasil