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Estado garante mais de R$ 158 bi em investimentos

O Estado do Rio de Janeiro registrou crescimento do nível de investimentos. A previsão é de que sejam empenhados US$ 63 bilhões nos próximos dois anos. A melhoria do ambiente de negócios e o aumento da capacidade de investimento e da qualidade do gestor público são algumas das estratégias adotadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços para maximizar os investimentos nos municípios fluminenses. A ideia é assegurar à sociedade a inclusão social, a geração de emprego e renda e o ordenamento urbano.

Depois de se recuperar de 50 anos de esvaziamento político e econômico, o Rio de Janeiro tem garantido novos investimentos, que somam R$ 158,6 bilhões. Os principais empreendimentos previstos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico serão realizados nas áreas de Petróleo e Gás, Logística, Energia, Desenvolvimento Urbano, Petroquímica, Siderúrgica, Naval e na Indústria de Transformação. A meta é que o Rio se torne um dos maiores produtores siderúrgicos e de petróleo e gás do país.

– A secretaria reflete o governo. O que apresentamos são resultados de diversas pastas estaduais. Nossa missão é apoiar e dar luz às secretarias. A questão central da pasta é continuar melhorando a atração de investimentos, criando um ambiente propício. De 2008 a 2010, foram totalizados US$ 54 bilhões em investimentos. Foram gerados 88.875 empregos formais – afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, ao apresentar ao governador Sérgio Cabral os resultados e as futuras metas da pasta, nesta segunda-feira (1/3).

Com o objetivo de proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento da atividade produtiva no Estado, a secretaria está implantando projetos em diversos setores, todos com impacto significativo para a economia. Os principais empreendimentos são o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que se tornará o maior fabricante de produtos petroquímicos do Brasil; a instalação da empresa ThyssenKrupp CSA Siderúrgica em julho; o Porto do Açu, polo industrial e logístico de grande capacidade de instalação, em São João da Barra, no Norte Fluminense; o Arco Metropolitano; e a retomada da construção da usina Angra 3.

– O Rio é o maior produtor de petróleo do país, com 85% do total. Vamos passar para 95%. Com o pré-sal essa proporção aumentará, já que 60% dos campos estão em território fluminense, ou seja, cerca de 40 bilhões de barris em volume recuperável. Capacitação profissional, articulação do poder de compra, desenvolvimento tecnológico e inovação, revitalização da Região Metropolitana, incentivos financeiros e tributários, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional, setorial e de arranjos produtivos legais também fazem parte da nossa estratégia – explicou Julio Bueno.

Para conseguir alcançar as metas anunciadas pelo secretário Julio Bueno, são realizados projetos estruturantes como o Programa de Racionalização do Uso de Energia (Proren), criado em 2008 para garantir a eficiência energética e minimizar riscos de impactos ambientais; o Qualidade Rio, núcleo do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização que ajuda a aumentar a produtividade e competitividade das empresas instaladas no Rio; o desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APL); e o Compra Rio, incremento do volume de compras dos produtos fabricados do Estado.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico também está melhorando a gestão de pessoas através da realização de concursos públicos para vagas na agência de fomento Investe Rio, na Junta Comercial (Jucerja), na Companhia de Desenvolvimento do Estado (Codin), no Instituto de Pesos de Medidas (Ipem) e no Departamento de Recursos Minerais (DRM). Foram feitas seleções para diversos cargos e níveis escolares. A ideia é aperfeiçoar ainda mais o trabalho dos órgãos estaduais para que todos os projetos sejam concluídos no prazo estabelecido.

A agÊncia Investe Rio, responsável por fomentar o desenvolvimento econômico por meio da concessão de financiamentos, registrou um aumento na capitalização. Em 2007, a instituição contava com R$ 45 milhões em patrimônio líquido. No ano passado, esses recursos subiram para R$ 173 milhões. A agência financia projetos em todos os setores, principalmente para as micro, pequenas e médias empresas, através do repasses de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e do Fundo de Recuperação Econômica dos Municípios Fluminenses (FREMF).

– A Jucerja é outro órgão que saiu de um estado de catástrofe para a excelência. A meta é transformar o ambiente de negócio no que diz respeito à abertura de empresas. O número de empresas abertas subiu cerca de 60%. Também conseguimos reduzir o tempo de abertura de empresas de 10 para 3 dias. Hoje, a população conta com dez delegacias da junta. Vamos inaugurar esse mês duas unidades em Resende e Macaé. A maior revolução da Jucerja foi o Rio Poupa Tempo, que garantiu o atendimento de mais de dois milhões de cidadãos e 43.391 empresários em 2009. A junta ganhará ainda uma nova sede – anunciou Julio Bueno.

Fonte: Governo do Rio