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Estado muda política ambiental

Os fluminenses podem comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente, que começa neste sábado, sem um pé atrás. Cada vez mais aumenta a certeza de ver a Natureza de seu estado, uma das mais belas do Brasil, recuperar, nos próximos anos, se não a exuberância dos dias do Descobrimento, ao menos uma qualidade de vida bem melhor que a atual. O Estado do Rio de Janeiro vive uma revolução ecológica.
 
A área desmatada está sendo, aos poucos, reposta; as unidades de conservação estão sendo ampliadas, modernizadas e mais bem guardadas; a Baía de Guanabara, os rios e as lagoas estão se livrando do esgoto; os lixões, que infestam o ar e contaminam o lençol freático, estão sendo substituídos por aterros sanitários; as encostas dos morros reflorestadas e fortalecidas contra deslizamentos. Enfim, o meio ambiente fluminense está sendo tratado hoje em dia com muito cuidado e o carinho que merece.
 
Segundo a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, as ações públicas agora são comandadas por gente do meio, que, ao passar da crítica à ação, quer mostrar serviço. Segundo, porque o setor sofreu uma reformulação de estruturas, métodos e de pessoal profunda e ampla. Por fim, o governador Sérgio Cabral determinou o emprego dos recursos destinados ao meio ambiente apenas e exclusivamente no setor.
 
– É uma atitude de total respeito ao meio ambiente – sintetizou a secretária.
Marilene é uma pessoa do meio. Amiga e eterna companheira do ex-ministro do Meio Ambiente e ex-secretário estadual do setor, Carlos Minc, e, há anos militante da causa, o substituiu na pasta há pouco mais de um ano e deu continuidade à reestruturação do setor. Com elegância e eficácia, toca antigos e novos projetos ambientais, à frente de uma equipe igualmente identificada com as demandas ecológicas.
Outro pilar da nova postura do governo com a causa foi o de juntar em um só órgão, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as três áreas mais importantes do setor – Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla). Medida que proporcionou agilidade e eficiência às ações e projetos. Pela primeira vez em muitos anos a Secretaria do Ambiente também realizou concurso público para renovar o quadro de servidores, contratando 240 novos técnicos.
 
– Devemos realizar em breve um outro concurso para reforçar nosso time – acenou a secretária.
Novas gestão e mão de obra e mais recursos. O reforço de caixa do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), que se abastece com os royalties do petróleo, numa média de R$ 250 milhões por ano, foi outra jogada vital. O Fecam vem financiando projetos fundamentais, alguns com ajuda federal, como a despoluição do sistema lagunar da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, da Baía de Guanabara e dos rios e lagoas do estado.
 
– Toda nossa ação precisa de recursos e de pessoal – argumentou a secretária.
E da interação com os demais setores do Estado. Segundo a secretária, uma das mudanças na pasta foi acabar com seu isolamento. Segundo ela, hoje, a política ambiental do Estado depende da interdisciplinaridade.
 
– Os demais secretários são nossos parceiros no desenvolvimento de programas ambientais. A preocupação ambiental está presente em cada investimento do governo. Veja as Unidades de Polícia Pacificadora. Nelas, temos a UPP verde, que consiste na melhoria ambiental das comunidades carentes, como a coleta seletiva e a destinação correta do lixo, o reforço em encostas, a remoção de moradorss em áreas de risco, a limitação da expansão das favelas para áreas de florestas, o reflorestamento, a criação de parques públicos etc – exemplificou Marilene.
O plano da Secretaria do Ambiente, segundo Marilene, é eliminar dois dos maiores flagelos ambientais fluminenses: a destinação errada do lixo e a falta do tratamento de esgoto.
– Temos o Pacto pelo Saneamento que prevê, em dez anos, a coleta e o tratamento de 80% do esgoto e o fim de todos os lixões no estado, com a substituição por aterros sanitários consorciados. Dois já estão funcionando e serão construídos mais oito no interior – informa.
 
Quanto à cobertura verde, Marilene cita o propósito de duplicar a área de Mata Atlântica. O governo começou com 120 mil hectares de unidades de conservação e pretende chegar ao fim deste ano com 220 mil hectares.
 
– Não adianta apenas criar ou ampliar as unidades no papel. Precisamos e estamos fazendo com que elas existam de fato. Por isso, criamos os guarda-parques que são verdadeiros agentes ambientais, encarregados de fiscalizar essas áreas contra predadores e, ao mesmo tempo, servem de guias e orientadores para o bom uso público desses lugares. As pessoas aprendem a ver os ecossistemas como um bem de toda a sociedade – enfatizou Marilene.
 
A Secretaria do Ambiente conta ainda com a parceria federal em projetos de grande importância para o meio ambiente do estado: a dragagem dos rios da Baixada Fluminense, com a remoção de moradores ribeirinhos para áreas construídas pela Secretaria da Habitação e a urbanização dessas margens desocupadas, e a dragagem do Canal do Fundão.
 
– Com ajuda do governo federal, estamos ainda limpando os canais da Baixada Campista, um investimento de quase R$ 100 milhões. Com nossos próprios recursos, estamos reflorestando as bacias dos rios Guandu, Macacu e Piabanha, nossos principais mananciais de abastecimento de água, e desenvolvendo programas de fomento e apoio a cooperativas de reciclagem de lixo, entre outros projetos e serviços. Enfim, poderia ficar o dia todo falando de várias outras ações nossas – finalizou, com o entusiasmo de sempre, Marilene Ramos.
 
Entusiasmo que se reflete na programação traçada pela Secretaria do Ambiente para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente. No dia 6, das 9h às 13h, no Aterro do Flamengo, haverá exposição de projetos e atividades do setor, além de estandes com informações sobre as campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres e à dengue. No dia seguinte, começa o seminário Ambiente de Portas Abertas, na sede da Secretaria, na Praça Mauá, que vai das 9h às 18h, com a inauguração no fim do dia do Cine-SEA no Inea com a exibição do vídeo Cidades e Soluções, do jornalista André Trigueiro.
 
As comemorações prosseguem na terça-feira e vai até sexta-feira, com a continuação do seminário, sempre a partir das 9h, que inclui uma visitação à ETA Guandu, em Seropédica, e a exibição de vídeos educativos no Cine-SEA no Inea.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente