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Estréia peça Dias Felizes

A montagem de Dias Felizes, de Samuel Beckett (1906-1989), traz de volta aos palcos brasileiros o instigante texto escrito em 1960 pelo grande escritor irlandês e que trava um diálogo franco com os dias atuais. É ainda o espetáculo em que o encenador Emilio Di Biasi e o produtor Alexandre Brazil prestam um tributo a Norma Bengell, pois a história de Winnie, a personagem que interpreta, se fundirá à obra cinematográfica da atriz através de cenas que serão projetadas no espaço cênico do Teatro do SESC Ipiranga, onde a peça estreia em 5 de março, sexta-feira, a partir das 21h. 

Dias Felizes tem ainda no elenco a participação especial de Ariel Moshe, como Willie. A tradução do texto é de Barbara Heliodora, direção musical de Demian Pinto, cenografia de Cesar Rezende, desenho de luz de Erike Busoni, figurino e visagismo de Kleber Montanheiro, trilha sonora e música original de Rodolfo Valente. A direção geral é de Emílio Di Biasi e a direção geral de produção de Alexandre Brazil, ambos responsáveis pela idealização do projeto. A gestão de produção é do Escritório das Artes. 

O produtor Alexandre Brazil revela que “Emilio, Norma e eu queríamos montar um novo espetáculo após O Relato Íntimo de Madame Shakespeare (2007). Emilio sugeriu Dias Felizes, de Beckett – não por coincidência um texto que Norma Bengell sempre quis fazer. A dramaturgia de Beckett nos dava a chance de realizar o nosso desejo: que a encenação fosse também uma homenagem a Norma, pois permite que entre os sonhos e devaneios da personagem Winnie se encaixem pequenas cenas de alguns dos grandes momentos de sua carreira cinematográfica. Entre esses filmes estão: O Homem do Sputnik (1959, de Carlos Manga, sua estréia no cinema), Os Cafajestes (1962, de Ruy Guerra), O Pagador de Promessas (1962, de Anselmo Duarte), Noite Vazia (1964, de Walter Hugo Khouri), Os Deuses e os Mortos (1970, de Ruy Guerra), A Casa Assassinada (1971, de Paulo Cesar Saraceni), A Idade da Terra (1980, de Glauber Rocha), Rio Babilônia (1982, de Neville de Almeida) e Eternamente Pagu (1987, de Norma Bengell).” 

A Peça 

A história tem início em um cenário impressionante: uma mulher aparece enterrada até a cintura em uma montanha de objetos que pertencem à sua vida ao longo dos tempos. Ela dorme em cima dos braços até que o som de uma campainha a acorda, e ela começa a agir como se a situação fosse completamente normal: diz que este é mais um dia divino, reza, escova os dentes, olha-se no espelho que retira da bolsa, onde há vários objetos que manipula constantemente. Winnie, a personagem principal, procura se distrair durante toda a peça. Otimista, é sonhadora, nostálgica, vive reivindicando “o estilo antigo”. No entanto, tal comportamento contrasta com a circunstância que a domina.  

Winnie é o exemplo da personagem que está aí, oprimida por um mundo vazio e estéril, defendendo-se como pode. Ela se refugia nos seus objetos e na sua discursividade, rica em citações e mudanças de estilo, mas confusa e muitas vezes desconexa. Esta confusão e a constante perda da memória revelam o cansaço e a degradação física e mental por que ela passa.  

Willie, a outra personagem que habita o espaço, é o marido de Winnie que, de modo semelhante ao que ocorre em outras peças de Beckett, mantém uma relação de amor e ódio com a esposa. Se Winnie fica todo tempo chamando a atenção dele e perguntando se ele a ouve (ela precisa dele para garantir sua existência), Willie, por sua vez, revela-se enfadado e sem paciência, preferindo ficar, na maior parte das vezes, escondido atrás do monte de onde pontualmente aparece em cena. 

BATEPAPO

No dia 20 de março, sábado, às 15h, a atriz Norma Bengell fala sobre a sua experiência em viver a personagem Winnie, na peça Dias Felizes, de Samuel Beckett.

A atividade, gratuita, tem retirada de ingressos com 1 hora de antecedência na bilheteria do SESC Ipiranga.  

FICHA TÉCNICA

Dias Felizes, de Samuel Beckett. Com Norma Bengell como Winnie, participação especial de Ariel Moshe como Willie  

Tradução: Barbara Heliodora / Direção Geral: Emilio Di Biasi / Direção Geral de Produção: Alexandre Brazil / Diretor Musical: Demian Pinto / Cenário: Cesar Rezende / Desenho de Luz: Erike Busoni / Vídeo: SE4 Produções / Figurino e Visagismo: Kleber Montanheiro / Trilha Sonora e Música Original: Rodolfo Valente / Coach: Tati Pasquali e Silvanah Santos / Cenotécnica: Fabio Marcoff / Fotos: Suzane Sabbag e Atos 2 Multimídia / Assistência de Iluminação de Operação de Luz: Duane Bin Nogueira / Operação de Som: Maurício Inafre / Camareira: Sônia Fávero / Designer Gráfico e Ilustração: Olavo Costa / Assistência de Produção: Valter Rocha e Regilson Feliciano / Idealização do Projeto: Emilio Di Biasi e Alexandre Brazil / Gestão de Produção: Escritório das Artes

"Projeto apoiado pelo Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura"

DIAS FELIZES – Serviço
 

Estreia: 5 de março de 2010. Sexta, às 21h

Temporada: até 27 de março de 2010

Horários: Sextas, às 21h e sábados, às 20h

 

Local: Teatro do SESC Ipiranga

(Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo /SP)

Não possui estacionamento

Lotação: 200 lugares

Recomendação etária: 14 anos

Duração do espetáculo: 80 minutos 

Ingressos: R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 16,00 (inteira). Aceita cartões de crédito: Visa, Mastercard e AmericanExpress. Cheque e dinheiro. 

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 8h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h30. 

Informações ao público: Tel: (11) 3340-2000, de terça a sexta, das 8h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h30, no site www.sescsp.org.br ou pelo 0800 118220.

Informações à Imprensa no SESC Ipiranga: Tel. (11) 3340-2042. Gislene ou Claudia.

Fonte: Sesc Ipiranga