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Faltam vagas nos CTI da Rede Pública

Em encontro realizado, nesta quarta-feira (17/11), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no Centro do Rio, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro -MPRJ entregou à Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC a minuta de um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC que visa aprimorar o funcionamento do sistema de regulação de leitos.
 
Além da SESDEC, a reunião, convocada para discutir a deficiência na oferta de vagas nos Centros de Terapia Intensiva – CTI, contou com a participação do Procurador-Geral de Justiça em exercício, Carlos Antonio Navega, de Promotores de Justiça do MPRJ e de representantes da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
 
Durante o encontro, Anabelle Macedo, Titular da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital, Silva expôs dados preocupantes relativos ao acesso aos hospitais: a existência de filas de seis meses para biópsia de câncer e de cinco a dez crianças aguardando por vaga em CTI infantil e a constatação de que 20% dos pacientes que precisam de cirurgia de cabeça e pescoço morrem durante a espera em busca de tratamento. “Sabemos que a situação é grave e não será resolvida de um momento para o outro. Acreditamos no diálogo para resolver de forma mais rápida os problemas identificados pela Promotoria de Saúde e pela Ouvidoria do MPRJ. Por isto, propusemos a união de esforços em torno de um cronograma de melhorias”, reforçou a Promotora.
 
O documento prevê a regulação total dos leitos hospitalares, a ampliação das vagas e o funcionamento 24h dos Núcleos Internos de Regulação – NIR, entre outras medidas para sanear as deficiências do atendimento primário que geram superlotação dos hospitais, como ampliação do Programa Saúde da Família – PSF e especialização dos hospitais.
 

Fonte: Graça Paes – Plantão Barra