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Feira de ação social reúne artesãos de comunidades pacificadas

 

 

 

Dança, música, feira de economia solidária, venda de artesanato, balcão de empregos e diversos serviços tomaram conta da Praça Xavier de Brito, na Tijuca, neste sábado (5/5). As atividades fizeram parte do projeto Feira Ação Social e Cultural Comunidade na Praça, pensado pelos moradores das favelas do Borel, Chácara do Céu, Morro da Cruz, Catrambi, Casa Branca, Indiana e Bananal, em conjunto com o programa Territórios da Paz, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

 

Durante todo o dia, mais de 54 parceiros, entre instituições e grupos comunitários, empresas privadas, como SindRio e Firjan, e órgãos do poder público, se uniram para oferecer serviços e produtos.

 

– O evento foi pensado a partir de uma demanda da comunidade. Eles queriam fazer uma feira, festa ou baile para divulgar os produtos deles. Nós integramos as três ideias, buscamos os parceiros e articulamos o evento dentro da perspectiva de integrar o asfalto e a comunidade. Todo mundo sabe da existência das comunidades, mas não conhece o que elas têm a oferecer. Este evento faz esse papel. Hoje, por exemplo, tivemos uma empresária aqui que não sabia que havia artesãs nessas comunidades. Ela contrata costureiras na Zona Sul da cidade, mas não sabia que tem costureiras nessas comunidades. Saiu daqui com duas costureiras contratadas. Esse é o grande barato desse trabalho – explicou a gestora Social do Territórios da Paz, Anelise Fróes.

 

Instrutora e artesã do projeto Escola Aberta, do Borel, Ângela Góes, de 73 anos, falou da experiência de participar do projeto.

 

– É uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho, mesmo que a gente não venda. De manhã teve muito movimento, acredito que depois do almoço vai lotar novamente. Está uma beleza – disse dona Ângela.

 

Moradora de um dos prédios vizinhos à praça, a dona de casa Eliane da Silva Marques, de 62 anos, aprovou a realização do evento.

 

– Já tinha ouvido falar de algumas das Ong que estão aqui, mas não as conhecia, é uma boa oportunidade, que poderia se repetir sempre – disse Eliane.

 

Fonte: Governo do Rio