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Feriado aquece a economia do setor pesqueiro

Como acontece em todos os anos nesta época, a tradição de comer peixe na Semana Santa movimenta o segmento pesqueiro no estado. De acordo com estimativas da FIPERJ – Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, um contingente superior a 60 mil pessoas vivem diretamente da atividade no estado. Este universo é composto por pescadores profissionais que atuam na pesca comercial artesanal e industrial, além de mulheres escarnadeiras de siri e camarão.

Embora sua superfície territorial represente apenas 0,5% de todo o território nacional, a faixa litorânea é a terceira mais extensa do país. Seus recortes geográficos com diversas baías e lagoas costeiras, além das características oceanográficas, fazem do estado o segundo maior produtor de pescado marinho brasileiro, com uma produção anual da ordem de 85,5 mil toneladas, só perdendo para Santa Catarina, que com sua pesca extrativa marinha produz 149 mil toneladas.

A espécie mais pescada no litoral fluminense é de longe a sardinha verdadeira, que alcançou mais de 18 mil toneladas em 2007. Em segundo lugar aparece a corvina, com 10 mil toneladas, seguida da cavalinha com cinco mil toneladas. Além destes, bonito listrado, sardinha boca torta, xerelete, dourado, peixe porco, espada e tainha completam a lista das 10 espécies mais pescadas no Rio de Janeiro.

A FIPERJ recomenda aos consumidores verificar as condições do pescado na hora da compra. O peixe de uma maneira geral deve estar firme e brilhante. As escamas bem aderidas, as guelras rosadas ou vermelhas, úmidas e com brilho, bem como os olhos, que devem estar salientes. O pescado deve apresentar cheiro suave, lembrando que o odor forte é sinal de deterioração, tornando-o impróprio para consumo.

A compra de camarão, lagosta e outros crustáceos também deve seguir algumas recomendações. O aspecto geral do produto deve ser brilhante e úmido, seu corpo deve manter a curvatura natural, com a carapaça bem aderida, cheiro suave e coloração própria da espécie. Os moluscos cefalópodes como polvos e lulas devem ter a pele fina e úmida, a carne consistente e elástica e o cheiro próprio não pode ser muito forte.

Fonte: Secretaria de Agricultura