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Força Militar vai garantir a segurança do pregão na Barra da Tijuca, dia 21

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Por conta das manifestações cada vez mais violentas que estão ocorrendo no Rio, a presidenta Dilma Rousseff convocou, a pedido do governo do estado, o Exército para fazer a segurança do leilão do Campo de Libra, o mais importante do pré-sal. O pregão ocorre segunda-feira, às 15 horas, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. 

 

Vale lembrar que as passeatas com adesão de grupos organizados, a exemplo dos black blocs, têm transformado ruas e avenidas em praças de guerra. Os mascarados fizeram ontem comentários a respeito do evento em sua página na rede social. 

 

 

“A solicitação tramita entre o Ministério da Defesa e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. O Exército ainda não foi notificado”, disse ontem o porta-voz militar, coronel Didio de Campos. 

 

 

PASSEATA HOJE

Diretor da Federação Nacional dos Petroleiros, Emanuel Cancella afirmou que haverá trabalhadores oriundos de todo o Brasil para, “a uma só voz”, reclamar da “entrega do tesouro nacional” às companhias estrangeiras no dia 21. “Também faremos passeata na quinta, dia 17,  da Candelária à Cinelândia”, disse o dirigente. A categoria entrou em greve. 

 

 

Cancella também explicou que até o momento, mais de 80 entidades de classes manifestaram contra o leilão, aderindo aos movimentos organizados pela federação. Ele lembrou que no último pregão, a entidade reuniu mais de 800 manifestantes na porta do Windsor. Desta vez, a quantidade pode triplicar, por conta do clima de protestos que impera na ruas.

 

 

Para o sindicalista, além de ser um atentado à soberania da nação, o país está “queimando dinheiro”. Isto porque o bônus que as empresas vão pagar para participar do leilão será de R$ 15 bilhões. Porém, avalia, 15 bilhões de barris de petróleo valem mais de US$1,5 trilhão. Atualmente, a Petrobras tem 14 bilhões de barris de reserva. “Com o Campo de Libra, estima-se que o volume salte para mais de 40 bilhões”, acrescentou.

 

 

“Protestos contra o leilão são um erro”, diz ex-diretor da ANP

Ex- diretor da Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) no governo Lula, Haroldo Lima disse ontem que os protestos organizados contra o leilão são um erro. Isto porque a União se cercou de regras que beneficiarão o país.

 

 

Para ele, a maior crítica dos que se opõem ao leilão é referente à ingerência do Estado no que seria a liberdade do mercado. Porém, disse, o leilão responde de forma muito firme aos interesses da nação, “mas isto não significa que não haja espaço para grandes grupos e grandes petroleiras, desde que isto não se dê em detrimento ao Brasil”, declarou.

 

 

O Campo de Libra capitalizará o país por meio do Fundo Social do Pré-Sal, que destinará 75% dos royalties para a educação e 25% à saúde. “Dos 41% do óleo excedente, serão pagos imposto de renda e impostos menores, o que somando com aluguel de área, significa dizer que cerca de 80% do óleo retirado ficará nas mãos da União”, disse. O modelo de partilha foi implantado pelo governo recentemente. 

 

 

Óleo está a 7 mil metros de profundidade

O petróleo do pré-sal é o óleo descoberto em camadas ultraprofundas, de 5 mil a 7 mil metros abaixo do nível do mar, tornando a exploração mais cara e difícil. O contrato com o consórcio vencedor é de 35 anos, sem prorrogação.

 

 

Pelas regras, o governo terá uma participação total de 75% na receita do projeto. Isso inclui 40% do lucro do petróleo, R$ 15 bilhões em bônus que o consórcio vencedor terá que pagar e o Imposto de Renda e contribuições sociais que incidirão sobre o projeto.