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Funcionários da EBC mantêm greve; discussão será retomada em nova assembleia

 

 

 

Os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) resolveram continuar em greve após assembleia realizada em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), na última sexta-feira (8/11). A paralisação teve início na quinta (7/11) e foi aprovada na terça (5/11), quando os funcionários recusaram a proposta apresentada como a última possível pela empresa.

 

 

 

 

De acordo com a Agência Brasil, com a proposta, os salários teriam reajuste de 5,86%, referentes às perdas da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais ganhos reais de 1%, divididos em 0,5% neste ano e 0,5% em novembro de 2014; o auxílio-creche seria aumentado em 5,95%; os trabalhadores receberiam um tíquete-alimentação extra de R$ 832 em dezembro de 2013 e outro em dezembro de 2014, corrigido pela inflação acumulada no período.

 

O coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Jonas Valente, afirmou que os funcionários vão tentar dialogar com a empresa nesta segunda-feira (11/11), quando se realiza nova assembleia, às 13h.  “Caso a greve continue, decidimos fazer um ato em frente ao Ministério do Planejamento, que é quem determina a assinatura do acordo coletivo”, alertou Jonas.

 

Os funcionários continuam defendendo o reajuste salarial de R$ 290 para cada servidor e aumento de 11% no valor do tíquete-alimentação, além de solicitarem que a data-base, de outubro, seja deslocada para maio.

 

Segundo o diretor de Administração e Finanças da EBC, Alexandre Assumpção Ribeiro, a empresa entrará com ação para julgamento de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, retornando à proposta apresentada no início das negociações aos empregados, em que foi sugerida a correção pelo IPCA, de 5,86%, e o mesmo percentual para benefícios, exceto o auxílio-creche, que seria reajustado em 5,95%.

 

O diretor alegou que a EBC respeita o direito de greve, mas defende que o objetivo da ação para a instalação do processo de dissídio é sustentar o funcionamento dos serviços da entidade. “A empresa espera que o dissídio seja julgado rapidamente. A EBC tem uma missão muito nobre que é ser um grande canal de comunicação pública”.

 

Para o coordenador do sindicato, a decisão solicita a anuência de ambas as partes e não há medida de assembleia, nem posicionamento das entidades que estão na negociação. “Nós não consideramos que as negociações se encerraram, apesar da greve, e, por isso, não achamos que o impasse deva ser resolvido na Justiça do Trabalho”, acrescentou.