Início Plantão Brasil Futuro do entretenimento é ser cada vez mais móvel, social e integrado

Futuro do entretenimento é ser cada vez mais móvel, social e integrado

As plataformas para integração social do público e novos aplicativos móveis voltados para o mercado de entretenimento foram os principais temas do 1º TAE, encontro sobre Tecnologia Aplicada a Eventos. Organizado pela ticketeira social Ingresse, a conferência aconteceu na última quinta-feira (08/11), na sede da Microsoft, em São Paulo, e teve a presença de nomes como Camilo Barros, diretor do Rock in Rio e CEO da Dream Factory, e Henrique Portugal, tecladista do Skank e sócio do Pleimo. Estiveram presentes mais de 50 pessoas entre promotores de eventos e empresários dos setores de entretenimento e tecnologia.

 

“Os eventos do futuro serão cada vez mais focados na interação social por meio da internet e de dispositivos móveis, e os organizadores terão todas as informações e serviços em um mesmo espaço, acessível por tecnologia de nuvem de qualquer lugar”, define Gabriel Benarrós, organizador do TAE e sócio-fundador da Ingresse. A empresa apresentou uma solução chamada API Ingresse, que permite aos organizadores integrarem todas as ferramentas de compra de ingressos online diretamente em seu site, blog ou página nas redes sociais. “Dessa forma, o organizador leva todos os recursos para o seu ambiente. A venda de ingressos, interação com as redes sociais, impressão das entradas com QRcode ou envio por e-mail e SMS é feita diretamente da página e dos perfis oficiais dos eventos”, ressalta.

 

Outro uso da tecnologia em nuvem apresentada no evento é a disseminação de conteúdo, sobretudo de artistas desconhecidos e em início de carreira. Um exemplo é o Hostess, plataforma que disponibiliza set lists de DJs internacionais para usuários de todo o mundo. Podem ser tanto shows ao vivo, via streaming, quanto conteúdo disponível em um servidor. O serviço pode ser utilizado tanto de um computador, quanto de um aplicativo móvel, que foi lançado em primeira mão durante o TAE. “Além do usuário encontrar facilmente o tipo de música que gosta, o Hostess identifica seu histórico de uso e sugere as batidas que se enquadram em seu perfil”, explica Vicente Barbur, um dos idealizadores do programa. Outra iniciativa voltada para artistas independentes é o Pleimo. Apresentado por Henrique Portugal, o site agrega informações, compra de ingressos e produtos licenciados em um único lugar.

 

Os aplicativos móveis também estão mudando a maneira como se faz eventos. A Ingresse anunciou o desenvolvimento de um novo app, para Android e iOS, que permitirá ao cliente comprar os ingressos e receber alertas de festas e shows nas proximidades, entre outra funções. Já a StartApps, empresa especializada em aplicativos para eventos, apresentou programas voltados para nichos, como a gestão de formaturas e informações sobre jogos universitários. A gigante mundial Qualcomm apresentou o Gimbal, software gratuito para os desenvolvedores que aprimora o uso das ferramentas de localização e interação para qualquer aplicativo.

 

Além da organização dos eventos, outro ponto que pode ser aprimorado é a interação junto ao público. “As inovações tecnológicas vão integrar o consumidor com os shows e seus apoiadores, mantendo o canal aberto de comunicação antes, durante e depois do evento”, explica Camilo Barros, do Rock in Rio. Já André Bertolucci, diretor da empresa de gerenciamento de acessos Smart, destacou o uso do big data para impactar o consumidor. “Quando começarmos a identificar o usuário desde o momento que entra no evento, vamos conversar com ele, prestar serviços e informar sobre o evento, com informações e abordagem baseadas em seu perfil”, conta.

 

O TAE também abordou o uso da tecnologia na divulgação de shows. “A internet é um dos principais meios utilizados para negócios como eventos e para ter sucesso é preciso utilizar todos os recursos disponíveis. Desde redes sociais, publicidade, e-mail marketing e otimização do site. A prioridade deve ser no produto que você vai oferecer, nas praças onde eles acontecem e no público que se procura atingir”, completa William Hertz, sócio da agência Apis3.

 

MISASI COMUNICAÇÃO